programa de estabilidade

Governo espera menos crescimento este ano, mas mantém défice

Programa de Estabilidade revê em baixa a previsão de crescimento económico nos próximos anos, mas mantém inalterada a meta do défice de 2019. Governo prevê saldo positivo das contas em 2020.

O Governo revê em baixa o crescimento para este ano, de 2,2% para 1,9%. Em 2020, o ministro das Finanças acredita que o crescimento deverá manter-se em 1,9% (revisão em baixa de 4 décimas face à última previsão), tendo depois ligeiras recuperações: 2% em 2021 e 2022, e 2,1% em 2023.

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A previsão de crescimento de Mário Centeno é mais otimista do que as da Comissão Europeia, FMI e Banco de Portugal (1,7%), bem como do Conselho das Finanças Públicas (1,6%). Em 2018, a economia evoluiu 2,1%.

O Governo destaca "um conjunto amplo de incertezas de natureza política e económica", nomeadamente "as tensões comerciais entre os EUA e a UE e China; o processo de saída do Reino Unido da União Europeia (Brexit); a desaceleração da economia chinesa e o abrandamento económico da área do euro".

Apesar das revisões em baixa do crescimento, Mário Centeno mantém a meta de défice em 0,2% em 2019, como já tinha previsto no Orçamento do Estado. Também aqui, a versão governamental é a mais otimista, uma vez que FMI e CE preveem um défice de 0,6% em 2019, depois de 0,5% no ano passado. Para 2020, espera um excedente de 0,3% do PIB.

Nas previsões para o desemprego, depois de uma taxa de 7,0% em 2018, o governo espera uma redução progressiva nos próximos cinco anos: 6,6% em 2019, 6,3% em 2020, 5,9% em 2021, 5,6% em 2022 e 5,4% em 2023.

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