Governo não quer depositantes a pagar riscos do Banif

O governo trabalha em contrarrelógio para encontrar uma solução para o Banif. Em cima da mesa existem várias opções. O dossier está em aberto mas, segundo a imprensa, o executivo de António Costa quer resolver o processo até ao final do ano.

O objetivo é evitar perdas ainda mais elevadas para o Estado. Para já, parece certa a separação dos ativos do banco. O jornal Público diz que, independentemente do desfecho, o Banif vai ser expurgado dos ativos tóxicos através da criação de um banco-veículo (à semelhança do "banco mau" do BES).

A jornalista Sónia Santos Silva conta o que está a ser avançado sobre o Banif

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Uma limpeza que ainda assim não facilita a venda total do Banif. A imprensa diz que resta a venda parcial ou a conversão de dívida em capital. Tudo porque já no próximo dia 1 de janeiro entra em vigor uma diretiva comunitária que impõe uma nova forma de financiamento aos bancos, antes de pedirem ajuda ao Estado.

Trata-se do "bail-in". Na prática, os obrigacionistas e os depositantes acima de 100 mil euros são chamados a pagar parte da resolução. O Público diz que o Governo quer evitar esta via, mas tem uma batata cada vez mais quente nas mãos.

Em 2012, o Estado assumiu 60 por cento do capital do Banif. Na altura foram injetados 700 milhões de euros. Um valor a que se junta um empréstimo de 400 milhões, dos quais só foram devolvidos 275 milhões.

Com este cenário, o Público diz que o Estado pode começar já a negociar com um comprador selecionado a venda da parte que detém na instituição, assumindo a dívida e o dinheiro injetado pelo Tesouro.

Uma outra via passa pela conversão dos 125 milhões de dívida em capital e a reestruturação do banco para alienar mais tarde.

O Diário de Notícias diz que vários fundos foram convidados a apresentar uma proposta de compra. Uma fonte do Banif, citada pelo DN, garante que há pelo menos um grupo estrangeiro interessado no banco, mas não diz qual.

Na abertura das negociações da Bolsa de Lisboa, as ações do Banif desciam para mínimos históricos. Cada ação valia às 8:00 da manhã 0,0006 euros, ou seja, mil ações eram negociadas por apenas 60 cêntimos. Trata-se de uma quebra de 57%.

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