Economia

Governo quer antecipar novo pagamento de dívida ao FMI

O secretário de Estado Mourinho Félix espera que a Moody's também reveja e suba a notação da dívida portuguesa.

O Governo já tinha admitido mais um pagamento antecipado ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e, esta tarde, no Parlamento, o secretário de Estado Adjunto das Finanças confirmou a possibilidade.

"Os pagamentos antecipados ao FMI permitiram poupar nesta legislatura mais de 850 milhões de euros em juros - e 83% deste empréstimo já está pago. Continuaremos a otimizar a gestão da dívida através dos instrumentos disponíveis e é realista pensar na possibilidade de novos pagamentos antecipados do empréstimo ao FMI", disse o governante num debate sobre dívida pública e externa, suscitado pela Comissão de Orçamento e Finanças.

Mourinho Félix manifestou ainda a "elevada expectativa de que em breve a dívida portuguesa possa merecer o grau de investimento por parte de todas as principais empresas de notação financeira".

As empresas Standard & Poor's e Fitch já subiram a notação da dívida portuguesa para grau de investimento, falta ainda a decisão da Moody's.

O Governo considera que Portugal "já tem praticamente cobertas todas as necessidades de financiamento" mas avisa que "o ambiente externo é cada vez mais desafiante".

Em vésperas da entrega do Orçamento para 2019, Ricardo Mourinho Félix avisou as bancadas do Bloco de Esquerda e do PCP: que "não se podem fazer compromissos de despesa permanentes sem ter receitas sustentáveis".

Durante o debate, o secretário de Estado considerou que a dívida portuguesa é sustentável se for mantida "uma política de "responsabilidade orçamental".

PSD e CDS consideram que o o esforço para reduzir a dívida começou com anterior executivo e acusaram o atual Governo de não ter sido capaz de tratar com eficácia do problema da dívida, já os parceiros de maioria, PCP e Bloco insistiram na necessidade de renegociação da dívida.

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