Economia

Há cada vez menos salários muito baixos. Ordenados de topo disparam

Portugueses a ganharem salários de topo aumentam 34,5% num ano. Do outro lado, há menos 162 mil pessoas a receberem menos de 600 euros líquidos.

Há cada vez mais salários muito altos, de topo, e menos salários muito baixos. A conclusão é visível nas últimas Estatísticas do Emprego divulgadas pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Os salários superiores a 3 mil euros são os que crescem ao ritmo mais elevado, mas do outro lado os salários baixos, a rondar o salário mínimo nacional previsto na lei ou mesmo abaixo desse valor, estão em evidente queda.

No segundo trimestre de 2018 Portugal tinha menos 162 mil pessoas a ganharem menos de 600 euros do que em idêntica altura de 2017, sendo que estamos sempre a falar de valores líquidos. Uma descida de 14,4% em relação ao que acontecia há um ano.

Na prática, há cada vez mais pessoas com salários nos escalões próximos da média nacional dos salários portugueses: 887 euros. Quase metade dos trabalhadores tem ordenados entre 600 e 1200 euros, uma subida de 8,3%.

Acima dos 1200 euros a evolução tem sido ainda mais favorável: um crescimento de 10,2%, mais quase 70 mil pessoas a ganharem um ordenado acima da média para a economia portuguesa.

Os salários muito altos, acima dos 3000 euros, são, no entanto, aqueles que crescem a um ritmo claramente mais elevado entre todos os escalões de rendimento (+34,5% em apenas um ano).

A má notícia é que mesmo assim apenas um em cada cem portugueses ganha aquele que é considerado um salário de topo.

  COMENTÁRIOS