Economia

«Houve arrastar da teimosia do Ministério das Finanças», diz Bagão

Para este ex-ministro das Finanças, «não há lugar a orgulho político nem a teimosia política, mas há sobretudo lugar a uma aproximação mais adequada à realidade».

Bagão Félix considera que «houve um arrastar da teimosia do Ministério das Finanças» e que se não tivesse havido este orgulho em relação à forma de reduzir o défice poderia ter sido evitada a atual situação.

Em declarações à TSF, este ex-ministro das Finanças lembrou que «aqui não há lugar a orgulho político nem a teimosia política, mas há sobretudo lugar a uma aproximação mais adequada à realidade embora o exercício não seja nada fácil».

Para Bagão, «uma coisa é ter metas orçamentais durante alguns anos, outra é ter feito metas muito ambiciosas e dolorosas para a sociedade portuguesa e depois andar a corrigi-las».

Bagão Félix disse ainda não saber onde o Governo vai cortar 800 milhões de euros, mas diz a «diminuição do rendimento disponível das famílias» deverá ser a opção, uma vez que lhe parece difícil que surja do lado fiscal ou da diminuição das despesas.

«Se for isso, são mais 800 milhões que se retiram à economia, portanto ao consumo em particular de bens internos e domésticos, que leva a que a economia arrefeça ainda mais», acrescentou.

Neste cenário, este ex-titular da pasta das Finanças antevê «mais desemprego» que provocará «mais despesa social e havendo mais despesa social e menos receita fiscal há mais recessão».

  COMENTÁRIOS