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Olli Rehn diz que ajuda a Portugal só é possível com o apoio da Finlândia

O comissario europeu Olli Rehn quer unanimidade no auxílio ao Portugal. À TSF, o especialista João Pedro Simões Dias disse que é diferente aprovar e participar na ajuda a um país.

O comissário europeu dos Assuntos Económicos disse que «se queremos evitar a falência de Portugal, precisamos de uma decisão unânime que garante que o fundo de resgate europeu pode ser utilizado para salvar Portugal».

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Em entrevista à televisão estatal finlandesa YLE, citada pela Bloomberg, Olli Rehn defendeu que «unanimidade significa a participação da Finlândia».

João Pedro Simões Dias, especialista em Assuntos Europeus, está surpreendido com as declarações de Olli Rehn. Explica que uma coisa é aprovar a ajuda financeira a um pais e , outra diferente, é participar nessa ajuda.

Quando um país solicita a ajuda externa dá-se, em primeiro, «o momento da decisão de existir um apoio financeiro, mas, para isso, é preciso a unanimidade de todos os Estados-membros. No momento subsequente, dá-se o saber que Estados vão participar no auxílio», disse.

O caso grego é exemplo dessa situação, indica João Pedro Simões Dias, que refere que «a Eslováquia, em Agosto, veio dizer que não participava no auxílio à Grécia, tendo ficado de fora da contribuição financeira, mas não vetou a existência do apoio».

João Pedro Simões Dias diz que as declarações do comissário europeu dos Assuntos Económicos apenas podem ter uma leitura: «Há uma tentativa de associar a concordância com o apoio à participação. Do meu ponto de vista, há aqui uma nota política».

Salientou ainda que «hoje [terça-feira] houve declarações do porta-voz da Comissão para a necessidade de se fechar as negociações e o acordo o mais depressa possível».

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