Peticionários dizem que 'chumbo' da reestruturação da dívida terá «reflexo político»

O ex-Provedor de Justiça Alfredo José de Sousa considerou hoje que o 'chumbo' das resoluções que defendem a reestruturação da dívida terá «reflexo político», sublinhando a pluralidade política do grupo que impulsionou a petição com o mesmo objeto.

Nada foi discutido quanto à substância do documento, a presidente da Assembleia da república não tomou posição, mas o grupo de subscritores saiu do Parlamento com esperança.

Por isso, o ex-Provedor de Justiça deu nota da «receção simpática» de Assunção Esteves à entrega da petição, confessando «alguma esperança e expetativa».

Alfredo José de Sousa disse agora esperar que esta ação tenha consequências: seja debatida em sede de comissão parlamentar, suba ao plenário e tenha efeitos práticos.

Se a maioria de direira bloquear, alertou, as consequências serão evidentes.

«As atitudes ficam com quem as toma. Se a Assembleia da República chumbar há de ter com certeza um reflexo político», afirmou.

Alfredo José de Sousa, que falava aos jornalistas depois da entrega da petição à presidente da Assembleia da República, contrapôs, contudo, aquilo que são «os reflexos políticos» dos «reflexos partidários».

«É óbvio que esta nossa intervenção tendo sido cívica, tem reflexos políticos, ninguém é ingénuo ao ponto de não pensar nisso. Mas, uma coisa são os reflexos políticos, outra coisa são os reflexos partidários», disse, chamando a atenção para «a pluralidade política, social, económica» do grupo que impulsionou a petição.

Sublinhando que em caso do 'chumbo' dos projetos de resolução «o eleitorado depois dirá» o que pensa, o antigo Provedor de Justiça insistiu na recusa de qualquer «significado partidário e muito menos classista da petição», embora reconhecendo a existência de um «significado político».

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