Economia

Governo considera que PIB sobe com "maior equilíbrio" das contas

O Ministério das Finanças considera que o crescimento económico em 2017 acontece num contexto de "maior equilíbrio" das contas públicas, que foram "geridas criteriosamente", e das contas externas.

O Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou, esta quarta-feira, que a economia portuguesa cresceu 2,7% no conjunto de 2017, o valor de crescimento mais elevado desde 2000, e acelerando face ao ano anterior, ao avançar mais 1,2 pontos percentuais do que o crescimento de 1,5% registado em 2016.

Já no que diz respeito apenas ao quarto trimestre, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 2,4% em termos homólogos, abrandando ligeiramente face ao crescimento homólogo de 2,5% registado no trimestre anterior, e aumentou 0,7% em cadeia, uma aceleração de 0,2 pontos percentuais face ao terceiro trimestre.

"A economia portuguesa cresce pelo 15.º trimestre consecutivo, mas agora num contexto de maior equilíbrio das contas públicas e das contas externas", destaca o ministério tutelado por Mário Centeno, num comunicado enviado às redações.

As Finanças salientam ainda que "o crescimento robusto do PIB acompanha uma evolução sólida do mercado de trabalho", recordando que a taxa de desemprego caiu para 8,1% no ano passado.

"O Governo destaca que este crescimento económico é socialmente mais equitativo, assente na criação de emprego e numa gestão criteriosa das contas públicas", lê-se na nota divulgada.

Para o Ministério das Finanças, este crescimento corrobora "a solidez dos cenários macroeconómicos subjacentes às projeções orçamentais", já que fica 0,1 pontos percentuais acima da última previsão do Governo para o crescimento do PIB em 2017 (e que foi conhecida em outubro, aquando da apresentação da proposta do Orçamento do Estado para 2018).

No Orçamento do Estado para 2017, apresentado em outubro de 2016, o Governo estimava que a economia crescesse 1,5% em 2017, uma projeção que foi revista em alta para 1,8% no Programa de Estabilidade (apresentado em abril de 2017) e, finalmente, para 2,6% no OE2018.

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