"Portugal é hoje um país muito melhor do que era há três anos"

Ministro das Finanças abordou o crescimento económico das famílias portuguesas em entrevista. Estado dos serviços públicos e carga fiscal também foram alvo de análise.

O ministro das Finanças, Mário Centeno, afirmou esta terça-feira que Portugal está melhor do que há três anos.

Em entrevista à SIC, Centeno exemplificou este argumento com o crescimento dos rendimentos das famílias. "Do ponto de vista daquilo que é Portugal hoje e do que era Portugal há três anos, eu não tenho a menor dúvida de que Portugal é hoje um país muito melhor do que era há três anos. Há um número que talvez tenhamos pouco presente: desde 2015, o conjunto de rendimentos - de salários - que as famílias portuguesas levam para casa ao fim do mês, aumentou 8.100 milhões de euros. É um crescimento de 20%", ilustrou.

Apesar das melhorias apontadas, Centeno foi também confrontado com a degradação de alguns serviços públicos, admitindo que há deficiências em vários setores que vão continuar a existir. No entanto, garantiu que outras existiam que foram resolvidas.

"Vão continuar a existir porque as deficiências com que Portugal se enfrenta em muitas áreas não vão ser todas resolvidas nesta legislatura. O que posso garantir é que muitas foram as que as verbas existiram para resolver inúmeros casos", assegurou Centeno.

Nesta mesma entrevista, o ministro das Finanças abordou ainda o tema da carga fiscal, que o Instituto Nacional de Estatística revelou ter atingido o valor mais alto desde 1995. O total das receitas dos impostos e contribuições sociais foi superior a 71 mil milhões de euros em 2018, mas Centeno garante que os contribuintes não foram penalizados.

"Houve uma redução dos impostos e da carga fiscal para o mesmo nível de rendimentos. Em 2018, foram 3.300 milhões de euros em salários pagos aos portugueses. Isto significa que as contribuições sociais cresceram 7,5%, mas como o PIB só cresceu 3,6%, a relação entre estas duas variáveis levou a que pagassem exatamente o mesmo, mas ganhem mais", explicou Mário Centeno.

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