Portugal no centro da Economia do Mar: "Esperamos que sejam criados mais empregos"

Até 4 de outubro, Portugal recebe quatro eventos internacionais ligados à Economia do Mar (ou Economia Azul). Em entrevista à TSF, a ministra do Mar fala numa oportunidade para mostrar as potencialidades do país a empresas e investidores internacionais.

São 18 dias em que o Governo joga todas as cartas para que o país se afirme como centro da Economia do Mar. A jornada começa com o Portugal Shipping Week - até sábado, os maiores especialistas mundiais em transportes marítimos estão em Lisboa. Um palco de negócios para armadores, operadores portuários e investidores em que são apresentadas as novidades no setor.

Na mesma semana, o Oceans Meeting . Representantes de 70 países, entre eles mais de 50 ministros e secretários de Estado e muitas empresas e instituições debatem tecnologia, investigação científica, economia azul e sustentabilidade.

Altura certa para apresentar a Wista Portugal. A organização internacional de mulheres na gestão da indústria marítima quer mostrar que, num setor tradicionalmente masculino, as mulheres também têm lugar. Agora, chega ao nosso país e vai ter sede na Madeira.

Um dia depois, na quarta-feira, arranca a Seatrade Cruise Med - o principal evento da indústria de cruzeiros no Mediterrâneo. São esperadas mais de 3 mil pessoas de um setor que tem atraído cada vez mais empresas a Portugal.

Pequena pausa até 2 de outubro, quando começa a feira de negócios Biomarine , no Estoril. Vai contar com 50 empresas de 20 países. Quatro anos depois, o encontro sobre recursos biológicos marinhos está de regresso e o país quer mostrar que está à altura.

Portugal quer afirmar-se como líder na Economia Azul e estas duas semanas são uma oportunidade para mostrar o que de melhor o país tem.

Em entrevista à TSF, a ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, referiu esperar conseguir atrair investimento em Portugal junto do estrangeiro.

"Nós esperamos que os grandes armadores que estarão representados aqui em Portugal passem também a usar os portos portugueses. Por outro lado, também, que utilizem outras atividades conexas (...), como a nossa indústria naval, por exemplos", afirmou Ana Paula Vitorino. "Mais do que isso, esperamos contratos com as nossas empresas e que sejam criados mais empregos", frisou.

Na última semana, o comissário europeu do Ambiente, Assuntos Marítimos e Pescas anunciou uma taxa a ser paga pelos navios para incentivar a entrega de lixo na costa .

À TSF, a ministra do Mar referiu que o princípio do poluidor-pagador tem de ser aprofundado. "É absolutamente inevitável. Não podem ser só uns a pagar pelo lixo de todos", defendeu. "O lixo é altamente prejudicial para o nosso planeta. Não há 'plano B', por isso, temos de ter evitar o lixo, e se tiver que ser através de uma penalização, terá que ser".

Sobre a preocupação dos sindicatos marítimos e aeroportuários em relação à possibilidade do porto de Lisboa passar para o Barreiro - uma consequência da transferência de competências para os municípios -, a ministra do Mar garante que os portos comerciais não serão afetados.

"Os portos comerciais, os grandes terminais, não vão ser transferidos para os municípios. Esses mantém-se na tutela da administração central, porque são nacionais e trabalham em rede, tendo a ver com o crescimento da nossa economia e exportações. Portanto, não vamos ter diminuição da atividade portuária, pelo contrário", esclareceu a ministra.

Artigo atualizado às 09h32

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