Economia

Portugal pode poupar dinheiro se puder beneficiar de mesmas condições que Grécia, diz economista

Apesar de reconhecer que ainda é cedo porque ainda se sabe quais as condições definitivas, João César das Neves diz que a aplicação das mesmas regras a Portugal fará com que o país não sofra a «indignidade de ser considerado falido como a Grécia».

O economista João César das Neves acredita que Portugal poderá poupar muito dinheiro se puder beneficiar das mesmas condições de financiamento à Grécia.

Ouvido pela TSF, este economista indicou que, apesar de «muito do que foi negociado para a Grécia não se aplicar a Portugal», há «alguns elementos, sobretudo o que foi semelhante Portugal» em que a União Europeia quer aplicar as mesmas regras.

«Será um grande alívio. Se as mesmas condições forem aplicadas, Portugal poderá ganhar muito dinheiro e muitas facilidades com essas circunstâncias», acrescentou João César das neves, que lembra que «ainda é cedo para se dizer isso porque ainda não temos as condições definitivas».

Contudo, para este economista, «se for uma regra cega, nesse caso nem sofreremos a indignidade de sermos considerados falidos como a Grécia, porque se está a aplicar, como se aplica à Irlanda e aos outros, e por isso pode ser uma borla».

João César das Neves alertou, no entanto, para o facto de Portugal não poder correr o risco de ser comparado à Grécia e de não se sentir tentado a pedir a renegociação do seu acordo.

«Isso criaria um estigma nos mercados que nos poderia sair muito caro mais tarde. Agora, se for uma regra automática, se a União Europeia conceder a um país e consente também a outros, Portugal deve aceitar, porque é um benefício enorme», frisou.

No entanto, este economista frisou que «é importante que não haja um estigma, porque agora dá-nos um alívio, mas pode sair muito caro se não nos deixam voltar aos mercados porque somos considerados parecidos com os gregos».