Portugueses ainda passam cinco mil cheques por hora

Utilização do cheque está em queda mas ainda são passados 120 mil por dia. Sem contar com a utilização de numerário, pagamentos cresceram 7,6% em 2018.

Em Portugal ainda são passados 120 mil cheques por dia.

Dados do Banco de Portugal mostram que apesar de ser o segundo país da união europeia com mais caixas multibanco por habitante e o quarto com mais cartões, Portugal regista uma utilização de cheques, que embora esteja em queda livre desde há uma década, atinge, ainda assim, valores que podem impressionar: o país passa cinco mil cheques por hora.

Em 2018 a este meio, cujo uso caiu 12% em relação ao ano anterior, atingiu ainda assim quase 30 milhões de utilizações.

Destes 30 milhões foram devolvidos 128 mil, e de entre os que bateram na parede, dois terços foi porque eram carecas.

O Banco de Portugal acredita que o valor, em queda mas ainda assim expressivo, da utilização de cheques explica-se em grande medida com o papel das pequenas e médias empresas que muitas vezes os usam como forma não oficial de pagamentos às prestações.

No relatório sobre sistemas de pagamento, que não atualiza os dados sobre operações em dinheiro (que em meados de 2018 valiam 70% do total), o supervisor bancário sublinha que Portugal é o segundo país da união europeia com mais Caixas de Pagamento Automático (ATM) por habitante, atrás apenas de Espanha.

Quanto ao número de cartões per capita, o país está em quarto: entre débito e crédito, existem em Portugal quase 24 milhões destas unidades de dinheiro de plástico.

De entre as operações com cartão, pouco mais de metade foram compras, 20% foram operações de baixo valor e outros 20& corresponderam a levantamentos.

As compras online valem pouco menos de 4% em número e 6% do total de compras com cartão; é um crescimento ligeiro em relação a 2017.

No total, no ano passado, os pagamentos através de qualquer forma que não o dinheiro vivo cresceu 7,6% em número e 7,3% em valor face a 2017, com os cartões a representarem 86,6% destas transações.

O sistema gerido pelo regulador processou 2.700 milhões de operações, no valor de 491,5 mil milhões de euros - cerca de duas vezes e meia o Produto Interno Bruto nacional. Excluindo o numerário, os cartões foram o instrumento de pagamento mais utilizado.

Por fim, uma curiosidade: se demorou dois minutos a ler este texto, fique sabendo que foram entretanto passados mais 160 cheques.

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