Grécia

Dívida pública grega é uma questão que exige negociação mais atenta, diz Marcelo

O Presidente da República está otimista em relação à saída da Grécia do programa de assistência financeira, mas sublinha que é preciso ter em atenção o volume da dívida pública grega.

Marcelo Rebelo de Sousa considera que a Grécia vive "um stress" que antecede a saída do programa de assistência financeira e apontou a dívida pública grega como a questão que "exige uma negociação mais atenta".

Sem querer fazer prognósticos sobre como será essa saída, Marcelo Rebelo de Sousa disse que o processo "está a ser tratado com uma perspetiva muito positiva, como ainda disse o presidente do Eurogrupo, o ministro Mário Centeno, há dois dias em Bruxelas".

O chefe de Estado falou aos jornalistas sobre este tema no Jardim Nacional, em Atenas, depois de um passeio a pé desde a Praça Syntagma, pela Avenida Andrea Syngrou, onde comprou um cachecol da Grécia para oferecer ao seu neto Francisco.

"Nós compreendemos muito bem aquilo que está a ser vivido na Grécia, que é um momento muito curioso e estranho ao mesmo tempo. Eles estão a muito pouco tempo de uma decisão em abril, depois de uma decisão que é a definitiva em junho e da saída em agosto", declarou.

Marcelo Rebelo de Sousa referiu que, durante a sua visita de Estado à Grécia, vários responsáveis gregos lhe disseram "que estão com um stress que antecede esse momento".

"E nós percebemos um pouco isso: o stress, primeiro, sobre como é que vai ser a saída e, depois, a seguir à saída. Que tipo de saída, lembram-se da discussão que havia em Portugal? Há uma saída, há duas saídas, há três saídas. Neste momento, estão nesse debate: que tipo de saída", prosseguiu.

O Presidente da República salientou, contudo, que a situação da Grécia não é igual à que Portugal viveu: "Há aqui uma dívida pública muito mais elevada e há outras questões mais complexas do que no caso português".

"A questão porventura mais diversa da nossa situação e que exige uma negociação mais atenta é, porventura, a da dívida pública. Quer dizer, como acomodar, no pós-saída, a realidade da dívida pública", acrescentou.

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