Quatro economistas signatários do manifesto dos 74 previnem que é preciso amortizar 100 mil milhões

Quatro economistas que subscreveram o manifesto em defesa da reestruturação da dívida alertam para o peso da dívida e previnem: é preciso amortizar 100 mil milhões nos próximos sete anos.

É este o valor estimado num documento que, esta tarde, é apresentado na Assembleia da República.

Paulo Trigo Pereira, professor catedrático do ISEG, em Lisboa, é um dos autores e explicou à TSF o essencial da mensagem de alerta.

«Nos próximos sete anos vamos ter que amortizar 100 mil milhões da dívida pública, o que significa que as necessidades de financiamento nestes próximos sete anos são estes 100 mil milhões mais os défices todos que tivermos até lá, menos os excedentes eventuais que possamos ter mas que ainda não tivemos em democracia, mais uma recapitalização que seja precisa nas empresas públicas, etc», adianta este professor, realçando que os próximos anos vão ser muito difíceis.

Esta quinta-feira alguns dos signatários do manifesto dos 74 vão ao parlamento e levam com eles as 35 mil assinaturas de uma petição para que o assunto seja discutido pelos deputados.

O economista Paulo Trigo Pereira deixa um apelo aos eleitos das diversas bancadas.

«Era bom que os nossos deputados se debruçassem sobre esta questão e levassem o Governo a dizer o que vai fazer. O Governo já fez renegociação da dívida, é bom que se diga isto, já houve uma extensão de maturidades nos empréstimos do Banco Central Europeu e ainda haverá mais no futuro. É bom que os deputados, mas também o Governo se pronuncie sobre este tema que é importantíssimo para o nosso futuro coletivo», explica.

Paulo Trigo Pereira assina um novo documento com mais três economistas: Ricardo Paes Mamede, Ricardo Cabral e Emanuel Santos.

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