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Segurança de Zuckerberg custou quase seis milhões de euros em 2017

A empresa investiu 5,94 milhões de euros em despesas que envolvam o fundador e CEO numa altura em que a maior rede social do mundo é alvo de polémicas também sobre segurança.

A entidade reguladora dos mercados dos Estados Unidos, a SEC, divulgou que o Facebook gastou no ano passado a exata quantia de 7.326.640 dólares (5,94 milhões de euros) na segurança do fundador e CEO da rede social, Mark Zuckerberg. Estes números traduzem um aumento de quase 50%, ou seja, mais 1,95 milhões de euros em relação ao valor despendido em 2016.

Também neste documento assinalam-se os gastos em jatos privados para Zuckerberg a rondar os 1,2 milhões de euros (um aumento de 75% em relação a 2016) que, segundo o portal tecnológico CNET, permitiram ao gestor visitar 30 estados norte-americanos pela primeira vez e ainda os investimentos na segurança a Sheryl Sandberg. A diretora operacional do Facebook também teve maiores cuidados ao ter um aumento de 3% na sua proteção, que se traduz em 2,17 milhões de euros.

Em comparação com outra grande empresa tecnológica, a Apple, o diretor Tim Cook mereceu apenas um investimento na segurança situado nos 181 mil euros. Ainda assim, Zuckerberg continuou a auferir em 2017 o simbólico salário de um dólar. Já Sheryl Sandberg lucrou 652 mil euros, mais 48 mil euros do que em 2016.

A atual maior rede social do mundo referiu em comunicado que "estas medidas são explicáveis pela importância de Mark Zuckerberg para o Facebook". "Acreditamos que as despesas associadas a este programa de segurança são necessárias e apropriadas", refere a nota.

Além disso, o aumento do investimento na segurança pessoal de Zuckerberg está relacionado com as ameaças feitas em vídeo pelo autoproclamado Estado Islâmico em fevereiro de 2016. O Facebook 'retaliou' ao apagar cerca de 125 mil contas que considerou estarem relacionadas com o grupo terrorista.

Além disso, segurança tem sido o principal alvo de críticas ao Facebook. Mark Zuckerberg foi ouvido na semana passada pelo Congresso britânico acerca da polémica que envolve o uso ilegal de dados pela consultora Cambridge Analytica.

Em Portugal, o número de utilizadores afetados poderá rondar os 63.080. Veja aqui se a Cambridge Analytica teve acesso aos seus dados pessoais.

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