OE2018

STE quer progressões na carreira até 135 euros pagas de imediato

O Ministério das Finanças recebeu o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado para a última reunião sobre o descongelamento das carreiras.

A presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), Helena Rodrigues, exigiu que progressões na carreira dos funcionários públicos de até 135 euros não sejam pagas de forma faseada.

A dirigente sindical falava aos jornalistas no final de uma reunião com a equipa do Ministério das Finanças sobre as matérias para a administração pública que irão constar no Orçamento do Estado para 2018 (OE2018).

De acordo com a nova versão da proposta do Governo enviada esta madrugada aos sindicatos, "quando o acréscimo remuneratório a que o trabalhador tenha direito corresponda a um valor igual ou inferior a x euros, não é aplicável o faseamento [em três fases até ao final de 2019]".

Para o STE, esse valor mínimo é de "135 euros", disse Helena Rodrigues, salientando que deve ser dado a todos os trabalhadores um impulso remuneratório "equilibrado".

A presidente do STE considerou que a nova proposta do Governo é "um avanço", uma vez que prevê o descongelamento das carreiras em dois anos e não em quatro, mas o STE preferia que a medida tivesse em conta a especificidade de cada carreira.

"Não é razoável que se continuem a incluir no Orçamento normas que regulam e dispõem sobre diversas carreiras de forma diferente e que não são transparentes", defendeu a líder sindical.

A nova versão da proposta do Governo estabelece que as progressões na carreira serão desbloqueadas em dois anos, mas em três fases. Em janeiro de 2018 os funcionários públicos recebem um terço (33%) do acréscimo salarial, em janeiro de 2019 outro terço e só em dezembro de 2019 o valor será pago a 100%.

Helena Rodrigues lembrou que 33% de 300 ou 400 euros é diferente de 33% de 100 euros, pelo que terá de ficar definido um valor mínimo para todos.

  COMENTÁRIOS