EUA

TAP vai passar a ter voos diretos para a Califórnia

António Costa falou para plateia de investidores em São Francisco, tentando seduzir investimento para as empresas portuguesas, e anunciou voo direto da TAP entre Lisboa e a Califórnia a partir de 2019.

"Também há bom tempo, uma ponte igual à Golden Gate, elétricos e ótimos sítios para surfar", disse António Costa na sede do Sillicon Valley Bank, em São Francisco, tentando sublinhar as semelhanças entre Lisboa e a Califórnia.

O primeiro-ministro falava na instituição que junta investidores de capital de risco para uma plateia que, somada, valia muitos milhões.

Num discurso em que tentou seduzir o investimento em startups e não só, Costa disse que Portugal é a costa oeste da Europa, numa alusão à costa oeste dos Estados Unidos, também pelo ambiente de criação de negócios.

António Costa exemplificou com as startups portuguesas de sucesso, muitas vezes global. Começando por avisar que "às vezes é difícil dizer que são portuguesas, porque todas têm nomes ingleses", enumerou uma série delas: a Farfetch, que atua no negócio da venda online de artigos de luxo, a Outsystems, ou a Codacy (todas no setor dos sistemas de informação), a Aptoid, que é uma loja independente de apps no sistema Android, a Feedzai, empresa de deteção de fraudes eletrónicas no comércio eletrónico, a Talkdesk, que fornece soluções cloud para centros de contacto com clientes, a Visionbox, especializada em reconhecimento eletrónico de identidade, ou a Unbabel, plataforma de tradução que usa inteligência artificial.

E a partir de 2019, garantiu o primeiro-ministro, o contacto entre as duas costas oeste (a americana e a portuguesa) vai ser mais fácil: a TAP vai passar a ter voos diretos entre Lisboa e a Califórnia, tornando a capital portuguesa "a primeira cidade do sul da Europa a ter voos diretos de e para São Francisco".

O discurso do chefe de Governo, complementado pelo ministro da Economia, não convenceu completamente Yoshi Tanaka, responsável do Softbank, que tem 200 mil milhões de euros para investir - mais do que o PIB português.

Tanaka, que já esteve duas vezes em Portugal para participar no Websummit, considerou "interessante" a apresentação portuguesa, mas sublinhou que não conhece "os detalhes do cenário português, as companhias portuguesas". E por isso deixa uma sugestão: "que o Governo português faça um roadshow para nos dar a conhecer o que está a acontecer".

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