Economia

"Tendo a pior herança, tive a tarefa mais difícil no Banco de Portugal"

O PCP acusou Carlos Costa de ter um dos piores currículos à frente do Banco de Portugal. O governador respondeu que teve a pior herança e, por isso, a sua tarefa foi dificultada.

Acusado pelo PCP de ter um dos piores currículos na regulação bancária, o governador do Banco de Portugal respondeu, esta quarta-feira, no parlamento, que o enquadramento jurídico não era adequado no caso do Montepio.

"Obviamente não gosto que diga que tenho pior currículo, mas tive a pior herança, confesso. E tendo a pior herança, tive a tarefa mais difícil. E a tarefa mais difícil é receber instituições como esta, em que o quadro jurídico não permitia a separação entre o acionista e a entidade participada, em que não havia um modelo de governo que garantisse tudo o que era necessário", respondeu Carlos Costa na audição parlamentar sobre a possível venda de uma parcela do Montepio à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

O deputado Miguel Tiago, do PCP, acusou o governador do Banco de Portugal de não ser credível quando fala de estabilidade do sistema bancário. "O senhor governador tem certamente um dos piores currículos na supervisão bancária", apontou o deputado comunista.

Na resposta, Carlos Costa rejeitou as acusações, garantindo que as autoridades estão "a fazer progressos sobre legislação que datava de 1979, e progressos, no caso da Associação Mutualista, que datava de 1990".

"Cada um na sua competência - nós e o Ministério do Trabalho - estamos a fazer a modernização da legislação, que é necessária para assegurar o funcionamento eficiente", assegura Carlos Costa.

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