Montijo

Um aeroporto sem estudo de impacto ambiental? "Não há incompatibilidade, há urgência"

Pedro Marques reitera que as obras para construção do novo aeroporto vão ter em conta "todas as medidas de mitigação de impacto ambiental".

O ministro do Planeamento e das Infraestruturas diz-se tranquilo com a assinatura do acordo para o novo aeroporto do Montijo, mesmo não tendo sido entregue o estudo de impacto ambiental, que só vai ficar pronto no primeiro trimestre deste ano.

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Em declarações à TSF Pedro Marques reafirma que nenhuma obra vai ser feita sem "todas as medidas de mitigação de impacto ambiental devidamente assumidas e concretizadas".

Pedro Marques recusa ainda a ideia de que o aeroporto do Montijo não tenha capacidade de crescimento.

Com a expansão da pista e a construção de um terminal, o aeroporto terá capacidade para 15 milhões passageiros, diz, o equivalente ao aeroporto Sá Carneiro.

O acordo de financiamento do novo aeroporto do Montijo e alterações na atual infraestrutura Humberto Delgado, em Lisboa, será assinado esta tarde entre a ANA - Aeroportos de Portugal e o Estado.

A extensão da pista no Montijo vai ser ampliada um pouco mais de 300 metros para sul e não entrará na Zona de Proteção Especial das Aves, assegura presidente da Comissão Executiva da ANA. O aeroporto fica assim preparado para receber aviões de médio e longo curso.

O novo aeroporto vai ter um estaleiro de obra ao longo de 33 meses e inclui a construção de uma circular externa no Montijo, de um novo acesso direto do aeroporto à Ponte Vasco da Gama, da Variante da Atalaia e de duas avenidas de ligação ao Cais do Seixalinho.

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