José Gomes Mendes

"Um problema bom." Aumento da procura dos passes "só assusta quem nunca fez projetos"

José Gomes Mendes assegura que mais procura de transportes públicos vai trazer mais gente a pagar e, consequentemente, o aumento da oferta no terreno.

O secretário de Estado Adjunto e da Mobilidade rejeita a ideia de caos nos transportes com os novos passes e garante que não está em causa um problema.

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A resposta surge depois de Manuela Ferreira Leite ter dito, no programa Pares da República , que incentivar a utilização dos transportes sem cuidar de melhorar o sistema de transportes é planear de uma forma obtusa e arriscar não ter resposta para um aumento de utilizadores.

José Gomes Mendes considera que esse é "um problema bom" e que a maior procura vai levar a uma maior oferta nos transportes públicos.

Dirigindo-se àqueles que "dizem que pode vir aí o caos porque vai aumentar a procura", o governante respondeu com positivismo: "Se dizem que vai aumentar a procura é porque reconhecem que a medida tem isso de positivo."

"Aumentar a procura só assusta quem nunca fez projetos, quem se dedica ao comentário", aponta, frisando que está em causa um "problema bom", em que "há mais procura, há mais pessoas a pagar transporte público e há que colocar mais oferta no terreno".

O secretário de Estado Adjunto e da Mobilidade revelou que "a procura tem estado a crescer em valores que se aproximam dos 10% desde 2015" e que, como tal, a oferta tem de crescer. "Há mais clientes, mais procura, mais quem pague e temos de colocar mais oferta. É um problema bom", reitera.

À margem da conferência "O Futuro da Mobilidade", esta manhã, em Viseu, José Gomes Mendes respondeu ainda aos que afirmam que é o Interior que está a pagar os transportes mais baratos para as pessoas de Lisboa e Porto.

"Acho que é um ataque direto ao princípio da solidariedade, porque era a mesma coisa que dizermos que as pessoas do Litoral - que em média pagam, em volume, mais impostos - estão a financiar as consultas médicas ou as portagens do Interior", esclarece o governante, frisando que "cada caso é um caso, cada serviço é um serviço".

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