Investimento de milhões na indústria do papel

O primeiro-ministro garantiu ao final desta manhã, numa visita à Celbi, na Figueira da Foz, a segunda maior empresa de papel da Europa, que há uma nova economia a reconstruir no setor florestal.

Para António Costa, que assinou com a empresa do grupo Altri, contratos de investimento na ordem dos 125 milhões de euros, para as fábricas da Leirosa e de Vila Velha de Ródão, é preciso melhorar a produtividade das florestas nacionais e isso envolve melhorar também a produtividade do eucalipto.

Assinados os contratos de investimento, que vão permitir criar a maior unidade de descasque e destroçamento de madeira da Europa, o primeiro ministro plantou a ideia de reconstruir o setor florestal e explicou como fazê-lo: "valorizando os nossos recursos autóctones, que são decisivos para a riqueza do país, mas também necessariamente a plantação do eucalipto".

Reportagem de Miguel Midões na Celbi, Figueira da Foz

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Portugal precisa de melhorar a produtividade da Floresta e com isso melhorar a produtividade do eucalipto. É "o grande desafio que temos pela frente", assume António Costa, que acrescenta que "a produtividade média por hectare é baixíssima. Não são só os matos que estão ao abandono, há muita área de eucalipto que também o está".

Uma melhor produção de eucalipto permite responder à procura das indústrias e aumentar a produção de pasta de papel, setor onde Portugal dá cartas e que ajuda a equilibrar a balança comercial. Tal como está previsto desde 2015, na estratégia florestal nacional, a área prevista para a plantação de eucaliptos permitirá responder àquilo que é a procura crescente por parte da indústria, permitindo aumentar a produção de pasta e de papel", afirma.

Portugal perdeu 1/4 da área total de floresta nos últimos 15 anos. Redução que implica a compra de madeira à vizinha Espanha e ao Brasil.

Apoio às empresas ultrapassará os mil milhões de euros

Na Figueira da Foz, o primeiro-ministro sublinhou ainda que o governo entrou em velocidade cruzeiro no apoio às empresas, e que, para 2017, está previsto um investimento do Estado superior a mil milhões de euros.

"Atingimos a velocidade cruzeiro na execução dos fundos comunitários no que diz respeito às empresas. A meta que fixámos para este ano iremos cumpri-la, tal como cumprimos no ano passado. Vamos apoiar as empresas em mais de mil milhões de euros, o que significa que vamos mais do que duplicar o valor concedido no ano transato.

Valor que, diz António Costa, o governo tinha proposto inicialmente ser de 400 milhões de euros, mas que foi "rapidamente alcançado", tendo sido alargado ainda no decorrer de 2016.

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