Presidente da CGD acusa Passos Coelho de faltar à verdade

António Domingues garante que nunca teve acesso a qualquer informação privilegiada da Caixa Geral de Depósitos antes de ser empossado.

Em causa, estão as críticas de Pedro Passos Coelho, na primeira parte da entrevista ao jornal Público, à forma como o Governo geriu o processo Caixa Geral de Depósitos (CGD) e como António Domingues, que ainda não era administrador, esteve envolvido.

"A mesma pessoa que não era administrador da Caixa e tinha condicionado até a decisão de aceitar ser presidente à solução que se encontrasse em Bruxelas para a recapitalização, acedeu a toda a informação privilegiada da CGD quando não tinha ainda qualquer responsabilidade formal nessa administração", declarou o líder do PSD.

Numa carta enviada ao jornal, António Domingues responde ao antigo Primeiro-ministro e esclarece que nunca teve acesso a qualquer informação privilegiada da CGD para fazer o plano estratégico. Um plano essencial para as negociações do Governo com Bruxelas e com o Banco Central Europeu (BCE).

O gestor acrescenta que "quem conhece o setor e tem a experiência adequada, sabe que a informação pública que estava disponível era suficiente" para elaborar o plano de reestruturação do banco público.

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