Mais de 700 mil trabalhadores em situação precária

Desde 2014, o número de pessoas forçadas a aceitar contratos a termo tem vindo a aumentar. A Comissão Europeia mostra-se preocupada com a situação.

Portugal é o quinto país da Europa com mais trabalhadores temporários de forma involuntária. Segundo dados recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE) e do Eurostat, analisados pelo Dinheiro Vivo, 82% das pessoas são obrigadas a aceitar contratos precários porque precisam de trabalhar e não conseguem obter um vínculo permanente.

O número de pessoas em trabalhos precários de forma involuntária tem aumentado, desde 2014 - uma situação que está a preocupar Bruxelas. A Comissão Europeia constata uma segmentação severa no mercado laboral português que penaliza sobretudo os mais jovens e que os contratos temporários continuam a ser a norma para quem está à procura de trabalho.

A diferença salarial entre trabalhadores temporários e permanentes aumentou durante a crise, um cenário que leva a Comissão Europeia a recomendar ao Governo português que tome medidas que promovam contratos efetivos, sugerindo ainda isenções de contribuições sociais para as empresas que recrutem pessoas de grupos mais vulneráveis.

O ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva, já afirmou querer combater a contratação a prazo, propondo, por exemplo redução da duração máxima dos contratos a termo de três para dois anos.

Vieira da Silva quer também penalizar as empresas que abusem da contratação a termo através das contribuições para a Segurança Social. Como contrapartida, o Governo propõe alargar o período experimental nos contratos sem termo de três para seis meses.

Ouvida pela TSF, Tânia Russo, representante do movimento Precários Inflexíveis, diz não ficar admirada com os números divulgados relativamente aos trabalhadores precários e sublinha que é preciso que a situação seja resolvida rapidamente.

Notícia atualizada às 12h20, com reação do movimento Precários Inflexíveis

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