Mais nomes portugueses nos "Documentos do Panamá"

Ângelo Correia consta da base de dados da Mossack Fonseca, revela o jornal Expresso e a TVI.

O antigo ministro de Cavaco Silva e empresário foi durante sete meses administrador único de uma empresa offshore sediada nas Ilhas Virgens Britânicas.

Ao Expresso e à TVI, Ângelo Correia diz não se lembrar da empresa mas justifica: "Trabalhei para muita gente e pode ter sido que me tenham nomeado para essa empresa e eu tenha assinado".

Outro nome que aparece na imprensa desta manhã é o do empresário Pedro Queiroz Pereira. O dono da SEMAPA e da PORTUCEL terá recorrido aos serviços da Mossack Fonseca para criar estruturas offshore. Uma das empresas criadas foi usada, em 2006, para pagar um contrato de aluguer de jatos privados.

Também o presidente e vice-presidente da assembleia legislativa da Madeira são apontados no escândalo dos documentos do Panamá. Os dois tiveram procurações passadas em seu nome. Procurações por diferentes offshore incorporados pela Mossack Fonseca.

Entre 1994 e o ano 2005, Tranquada Gomes, que é hoje presidente da Assembleia da Madeira teve o poder de aquisição e venda de participações em empresas e a solicitação de licença para a Zona Franca da Madeira. São procurações em nome de duas empresas, uma registada no Panamá e a outra nas Ilhas Virgens Britânicas.

Tranquada Gomes foi consultor jurídico da Madeira Management, sediada no Centro Internacional de Negócios da Ilha, e é nesse âmbito que o político assume estas procurações.

Mas, confessa ao Expresso que não se lembra se terá exercido o poder que estas procurações lhe passavam porque eram passadas em nome de mais cinco pessoas. "Não passaram de atos banais da profissão de advogado", diz o político madeirense.

Já Miguel de Sousa, o atual vice presidente da Assembleia surge em procurações entre 1996 e 1998, mas garante que nunca exerceu o mandato das procurações.

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