Marcelo dá selfies aos pobres e protege milhões dos ricos

No comentário semanal na TSF, Carlos Carvalhas critica o Presidente da República que dá voz aos grandes empresários, já protegidos pelo mercado.

Carlos Carvalhas defende que o país vai no "bom caminho" na redução das desigualdades sociais e deixa críticas aos que consideram que os grandes empresários devem ser protegidos. Uma crítica que estende ao presidente da República.

No comentário semanal na TSF, o antigo secretário-geral do PCP, lembra declarações recentes de Marcelo Rebelo de Sousa, que referiu as queixas dos empresários que dizem que o Orçamento do Estado dá sinais adversos ao investimento.

Carlos Carvalhas considera que o chefe de Estado deu voz aos grandes empresários, já protegidos pelo mercado.

"Para os pobres e os excluídos, o presidente da República dá as selfies e os sorrisos e favorece a solidariedade e a caridade; para os grandes faz pressão para que continuem a ter os seus milhões intactos", defende Carlos Carvalhas.

"É a imagem que nos dá - para os pobres, acompanhado sempre pela comunicação social (...), favorece a caridadezinha; para aos grandes, está a dar voz para que eles continuem a dar milhões."

Na TSF, o antigo secretário-geral do PCP refere as conclusões do "Inquérito às Condições de Vida e Rendimento", do Instituto Nacional de Estatística, que mostras que o risco de pobreza diminuiu entre os grupos mais vulneráveis - menores, mulheres e idosos. O indicador de exclusão social em 2017 atinge os 23,3% da população (2,4 milhões de pessoas), mas teve uma evolução muito positiva.

"Estamos no bom caminho, mas quando de trata de políticas públicas e de reduzir as desigualdades aparecem sempre aqueles que, sendo atingidos na sua riqueza, protestam com o argumento que não se pode dar tudo a todos."

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