Mega-investigação sobre 'offshore'

Está a ser divulgada uma mega-investigação que desvenda os segredos dos paraísos fiscais e a maneira como os mais ricos e poderosos escondem o dinheiro em 'offshores' .

Uma organização internacional de jornalistas de investigação teve acesso a dois milhões e 500 mil documentos que ajudam a perceber o mundo dos paraísos fiscais e a forma como ricos e poderosos recorrem aos 'offshores'.

A investigação, que envolveu jornalistas de órgãos de informação como o Le Monde, o Gardian, o Washington Post e a BBC, revelou que membros dos governos de países como a Russia, Canadá, Paquistão, Filipinas, Canadá e Azerbaijão utilizam empresas fictícias e contas bancárias nestes paraísos.

Os documentos revelam também os nomes de médicos americanos, camponeses gregos, famílias e aliados de ditadores, corretores na bolsa de Nova Iorque, gestores russos das empresas de topo, negociantes de armas e milionários de diversos países.

Alguns dos maiores bancos mundiais como o UBS da Suíça ou o Deutche Bank trabalharam arduamente para permitir aos melhores clientes terem contas e empresas na ilhas virgens britânicas, nas ilhas Cook e noutros paraísos fiscais.

Os documentos agora divulgados revelam factos, números, transferências de dinheiro, datas, ligações entre empresas e individuos e mostram como o secretismo em torno das finanças nos 'offshores' se espalhou pelo mundo permitindo aos mais ricos e aos que têm contactos fugirem a impostos e fomentarem a corrupção em países ricos e pobres

Os registos envolvem pessoas e empresas de mais de 170 países ou territórios.

Entre os nomes divulgados estão os do antigo tesoureiro da campanha presidencial de François Hollande, a filha do presidente Marcos nas Filipinas que nunca declarou o dinheiro que tem no estrangeiro

Nos documentos surgem também os nomes do presidente do Azerbaijão e da família que têm quatro empresas baseadas num paraíso fiscal de pessoas muito próximas de Vladimir Putin, de uma colecionadora de arte espanhola e de uma angariadora de fundos do partido democrata americano que, em apenas um ano, colocou em 'offshores' 144 milhões de dolares.

Esta investigação revelou ainda 100 empresas e indivíduos gregos com contas em paraisos fiscais.

Só quatro declaram o dinheiro que têm no estrangeiro e o ministro das finanças grego já anunciou abertura de uma investigação a este caso.

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