Mil euros de salário mínimo não chega. Empresas familiares pedem menos impostos

Em entrevista à TSF, o presidente da Associação das Empresas Familiares defendeu o aumento dos salários, a diminuição dos impostos e desafiou a sociedade a exigir mais dos agentes económicos.

O presidente da Associação das Empresas Familiares é conhecido por defender que o salário mínimo nacional deve ser de, pelo menos, mil euros. Peter Villax, em entrevista ao jornalista Fernando Alves nas manhãs da TSF diz que, ainda assim, aumentar os salários não chega para melhorar a qualidade de vida das pessoas e salvar a economia.

"Salários baixos são uma preocupação, mas não é só salários baixos, porque há pessoas que ganham mil euros, pagam IRS, pagam a sua contribuição para a Segurança Social, depois, se vão a um supermercado, deixam mais 23% de IVA. Dos mil euros que recebe, 460 vão em impostos. Não é pelo aumento dos impostos que nós vamos lá. Tem que ser pelo aumento da riqueza e pelo aumento do PIB."

Peter Villax desafia, por isso, a sociedade a exigir mais dos agentes económicos e sublinha que é fundamental que a economia cresça a outro ritmo.

"Nós temos que ser robustos e temos que defender uma economia que cresça muito mais depressa e, aí, o desafio tem que ser colocado aos gestores e aos empresários. Nós passamos sempre debaixo do radar, nunca ninguém nos exige nada. A sociedade tem que exigir mais aos empresários e os empresários têm que dizer quais são as condições para pôr esta economia a funcionar como deve ser. E não são só os empresários, são os sindicatos, são os decisores, é o Governo, são os consumidores, todos os agentes económicos."

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