Ministra do Mar: "Independentemente da culpa, é preciso pôr porto a funcionar"

A Ministra do Mar já pediu à nova administradora do porto de Lisboa que coloque de novo o porto a funcionar, mesmo que isso implique acabar com os atuais contratos de concessão com os operadores.

Ana Paula Vitorino estima que o prejuízo, com a greve dos estivadores, ronde os cem mil euros por dia e por isso pediu à nova administradora do porto de Lisboa que encontre uma solução.

Repórter Miguel Videira ouviu os argumentos da ministra do Mar

00:0000:00

A ministra do Mar admite que a solução para resolver o conflito laboral, que já dura há quatro anos, pode passar por acabar com os atuais contratos de concessão com os operadores.

"Hoje tomou posse uma nova administração e o mandato que tem (...) é recuperar o Porto de Lisboa, seja lá como for. Se para isso for necessário renegociar as concessões, acabar com as concessões, apoiar processos em que passamos a ter novas concessões e novos trabalhadores, então isso terá de ser feito", afirma Ana Paula Vitorino.

Na prática, se cessarem os atuais contratos de concessão firmados entre a Administração do Porto de Lisboa e os operadores, cessam também os contratos entre os operadores e os estivadores. Numa fase posterior, quando forem celebrados novos contratos entre o Porto de Lisboa e os operadores, estes passam a ter liberdade para contratarem novos estivadores, porventura, com condições laborais não tão favoráveis quanto aquelas que hoje são praticadas.

A ministra do Mar garante que com esta orientação não pretende tomar partido de nenhuma das partes, antes defender os postos de trabalho de milhares de pessoas que estão a ser afetadas por este diferendo. Ainda assim sempre vai dizendo que "entre manter, porventura, os privilégios de alguns e conseguir manter os empregos de um universo de milhares de pessoas que vivem do Porto de Lisboa, com certeza que tem de ser privilegiado estes milhares de empregos em vez desses privilégios".

A ministra do Mar lança ainda um último apelo aos operadores e sindicatos para que encontrem uma solução. "Nós [Governo] tentámos apelar ao consenso. E chegou a hora de resolver o problema. Faço um último apelo, aos sindicatos e aos operados, para que chegam a um acordo que garanta o emprego a todos quando trabalham no Porto de Lisboa. Têm que pôr fim ao braço-de-ferro".

Os operadores do Porto de Lisboa vão avançar com um despedimento coletivo, depois de o Sindicato dos Estivadores ter recusado, na sexta-feira, uma nova proposta para um novo contrato coletivo de trabalho.

Os estivadores estão esta terça-feira concentrados no porto de Lisboa devido à presença de uma equipa da PSP, numa medida de prevenção para a retirada de contentores retidos há cerca de um mês naquele local, quando começaram a greve.

Outras Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de