Ministro mantém o que disse: carros a gasóleo vão valer menos dentro de cinco anos

"Achei avisado fazer este aviso" disse o ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes.

O ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, disse e voltou a repetir, agora com justificações: os carros a gasóleo vão valer menos dentro de 4 a 5 anos. Diz que lhe pareceu "avisado fazer este aviso", porque na origem está a mudança que o mundo e o setor está a fazer na adoção de medidas mais amigas do ambiente e às quais Portugal não é exceção.

Na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, à margem da apresentação do "Roteiro para a Neutralidade Carbónica" até 2050, o ministro deixa claro que o Estado não vai proibir a utilização dos carros a gasóleo, mas o próprio setor vai encarregar-se de fazê-lo naturalmente.

Chegou à Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra em carro elétrico. Saiu de Lisboa. Parou uma vez para abastecer. Deu o exemplo e disse: "os carros elétricos têm cada vez mais autonomia e por isso é possível fazê-lo. Já fui até Vila Real, mas há muitas deslocações que faço onde ainda não consigo ir de carro elétrico". Por isso, para que o crescimento dos carros elétricos em circulação possa acelerar, o ministro reconhece que é preciso fazer mais pela rede de carregamentos.

Quanto à afirmação de que daqui a 4 ou cinco anos os carros a gasóleo vão valer menos, bem menos, no mercado, o ministro do Ambiente, reforçou a ideia, como pode ouvir na reportagem áudio, bem como as justificações que o ministro alega para falar assim.

Uma vez que Portugal não tem uma indústria de motores, esta mudança não afetará a industria, antes pelo contrário, segundo o ministro, mantém-se a industria de componentes onde Portugal é forte e há todo um horizonte de novos produtos onde o país pode apostar.

Nos transportes e a título de exemplo, Portugal vai receber nos próximos temos 715 autocarros de alta performance ambiental. Até 2050, 100% da mobilidade nacional deve ser limpa.

Portugal dá cartas nas energias renováveis e na descarbonização. Até 2050, 80% da produção elétrica nacional deve vir das renováveis.

Portugal tem características para as renováveis ímpares na Europa. Por exemplo, o sul do Alentejo e o norte do Algarve são a zona com maior capacidade de gerar eletricidade a partir do solar, apenas comparável com a Turquia.

Até 2050 Portugal propõe-se reduzir 85% das emissões.

João Pedro Matos Fernandes reconhece também que é preciso reforçar, nos próximos anos, a rede de abastecimentos de carros elétricos.

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