Mourinho Félix admite alterações aos impostos sobre os combustíveis

Em Bruxelas, o secretário de Estado das Finanças admitiu que as taxas atuais são adequadas.

O secretário de Estado das Finanças admitiu hoje que pode haver alterações nos impostos sobre os produtos do petróleo, quando o dossier voltar à agenda do governo.

Ricardo Mourinho Félix falava em Bruxelas, à saída de uma reunião do Eurogrupo, tendo alertado, porém, que para evitar "termos um aumento do défice", qualquer mexida nos impostos sobre os combustíveis obrigará a outros ajustamentos.

"Se eu reduzir a taxa de ISP, algum imposto vai ter que ser alterado ou algum tipo de despesa vai ter de ser alterada", alertou o ministro, frisando que se assim não for "teremos um aumento do défice",

O secretário de estado considera que as taxas sobre os combustíveis são as "adequadas" atualmente, quando comparadas com as de outros países europeus, mas não exclui alterações, se elas se justificarem, quando o debate sobre impostos voltar a estar na agenda do governo

"Qualquer alteração desse imposto tem de ser pensada num quadro global, mais geral, de alteração dos impostos. E, portanto, teremos tempo, no próximo orçamento, de pensar aquilo que se quer ao nível de impostos e, se houver algum ajustamento a fazer ou alguma alteração, será feita nesse imposto ou em qualquer outro".

Mourinho Félix rejeita as avaliações que colocam os combustíveis portugueses entre os mais caros da Europa, afirmando que não têm em conta os custos do gasóleo profissional, pois têm um "efeito muito importante sobre aquilo que é a cadeia de distribuição e os impactos na distribuição", tendo permitido "às empresas [beneficiárias] reduzirem em 14 cêntimos o ISP sobre o gasóleo e, dessa maneira, terem custos mais reduzidos", vincou.

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