Governo admite 20 mil novos empregos com Montijo e expansão da Portela

O ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, garante que se trata de "uma solução sólida". António Costa diz que já chega de estudos sobre a localização do aeroporto.

"Esta expansão aeroportuária impulsionará a riqueza e o emprego, estimando-se que possa gerar a longo prazo cerca de 20 mil postos de trabalho diretos e indiretos apenas no setor aeroportuário", estimou Pedro Marques, ministro do Planeamento e das Infraestruturas, na cerimónia de assinatura do memorando de entendimento entre o Estado e a ANA - Aeroportos de Portugal. O ministro refere-se ao novo aeroporto e à expansão prevista para o aeroporto Humberto Delgado.

Reportagem de Vitor Rodrigues Oliveira

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Com a expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa, o ministro prevê ainda outras "dezenas de milhar de postos de trabalho que resultarão do crescimento da atividade económica e do turismo em particular".

Pedro Marques considera que a utilização do Montijo como aeroporto complementar à Portela, a partir de 2021, "é uma solução sólida" e "financeiramente comportável para o Estado". Estão em causa 300 milhões de euros de investimento, que serão financiados por taxas aeroportuárias.

"O país já estudou o que tinha para estudar"

O primeiro-ministro, António Costa, diz que a utilização do Montijo como aeroporto complementar de Lisboa é a solução de "maior viabilidade", sendo agora necessário "maximizar oportunidades". "Acho que o país já estudou o que tinha a estudar. Importa decidir o que se tem de decidir", declarou o chefe do Governo.

Costa admitiu que no passado "outras soluções teriam sido possíveis e daqui a 100 anos outras poderão ser possíveis", mas no presente a solução do Montijo é a mais "compatível com as soluções económicas e financeiras do país" e consiste na solução "que apresenta maior viabilidade".

O primeiro-ministro, antigo autarca de Lisboa, lembrou que, "por força das circunstâncias", já passou "boas centenas de horas, para não dizer milhares de horas" a debruçar-se sobre este tema, lendo estudos "que já demonstraram tudo e o seu contrário".

De todo o modo, garantiu, a solução apresentada permitirá a "maximização de oportunidades para o desenvolvimento harmonioso do conjunto da área metropolitana e do conjunto dos concelhos da península de Setúbal".

O calendário para efetivar a escolha do Montijo como aeroporto complementar de Lisboa prevê que até novembro deste ano sejam completados os estudos ambientais, enquanto na primeira metade de 2018 serão concluídas a avaliação ambiental e a negociação contratual com a ANA.

Durante o próximo ano serão desenvolvidos os "projetos de detalhe, para que, caso o Governo aprove a proposta final do concessionário, a construção do aeroporto no Montijo possa iniciar-se em 2019 e terminar em 2021", como anunciou o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques.

Com um aeroporto complementar no Montijo fica assegurada a duplicação da capacidade atual de transporte aéreo da região de Lisboa, que passará a poder movimentar 72 aviões por hora e transportar 50 milhões de passageiros por ano.

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