Passos: "Sanções revelam desorientação de Bruxelas". E "cinismo" de Costa

Líder do PSD não percebe porque há sanções para Portugal e não para França. Nem as razões para tais sanções. Acusa o Governo de "nem ter tentado" convencer Bruxelas, só para o atacar.

O processo das sanções a Portugal "diz bastante, infelizmente, da prática seguida pelo atual Governo e da grande desorientação que existe em Bruxelas face a estas matérias", acusa Pedro Passos Coelho, numa entrevista que passa amanhã depois das 11h00 na TSF - e que será publicada nas páginas do DN.

"Não entendo o que se está a passar. Não é possível dizer que se está a sancionar o passado, mas que não há sanções se houver medidas que corrijam a trajetória deste ano. Ou a análise é sobre o passado e há multas, ou então o problema é a trajetória que está a ser seguida e não se vai invocar o passado", lamenta o anterior primeiro-ministro, responsável pelas contas do Estado no último ano.

Passos Coelho diz que considera que sanções são sinal de desorientação da UE

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Passos contesta, de resto, que Portugal tenha, em 2015, violado as regras estabelecidas para o défice - seja nominal, seja estrutural. E explica porquê.

Para além de questionar porque Portugal será motivo de sanções, mas a França de Hollande passar incólume.

"Portugal foi dos países que mais esforço estrutural fez, muito superior à França. Como é possível dizer que a França fez esforço efetivo quando a nossa foi muito superior? Há qualquer coisa aqui que não é transparente".

O líder do PSD insiste que "o Governo atual tinha obrigação de discutir com a Comissão Europeia" que a alegada falha na correção do défice estrutural terá sido apenas consequência "de uma retificação estatística feita pelo INE, que transformou uma melhoria desse défice estrutural numa degradação do esforço". Acrescentando que as políticas que foram combinadas com Bruxelas foram por si cumpridas: "Em ano de eleições diminuímos a despesa pública. Não há memória".

O líder do PSD acusa o Governo de usar de retórica cínica

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Mas a crítica maior vai mesmo para António Costa: "É incompreensível porque só pode acontecer com a passividade do Governo português. O Governo nem tentou. E aceitou que este fosse o ponto de partida para 2016. A retórica política do Governo é cínica", acusa.

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