PCP está contra qualquer lei que aumente o domínio estrangeiro sobre a banca

Em causa está a possibilidade de o governo estar a estudar transformar em lei uma recomendação da CMVM para acabar com a limitação de direitos de voto nas assembleias gerais do BPI.

O Banco Central Europeu (BCE) exigiu ao BPI a redução da sua exposição ao mercado angolano. Com o tempo a esgotar-se, e segundo noticiou esta quarta-feira o Jornal de Negócios, António Costa tem uma cartada que permite ao BPI resolver este assunto. Em cima da mesa está um plano para transformar em lei uma recomendação da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) para acabar com o limitação de votos, como consta nas regras do BPI, nas reuniões de acionistas convocadas para acabar com essa limitação. Isso levaria a que o banco pudesse desblindar os seus estatutos, aprovando a proposta de cisão dos ativos africanos

Perante este cenário, o PCP admite ainda não ter lido a proposta mas não aceitará facilitar a tarefa aos grupos económicos que pretendem tomar contas dos bancos.

Miguel Tiago, deputado do PCP, disse à TSF que o partido é contra "a eliminação de mecanismos que permitam um maior equilíbrio entre grupos económicos e até entre acionistas. Ainda não lemos a proposta. É estranho dizermos que estamos contra, porque pode ter mecanismos que não estamos a ponderar. Mas se for isto que está em cima da mesa e se for esta ideia de eliminar os limites de votações para permitir que um grupo tome conta de um banco, que haja um domínio maior dos grandes grupos económicos estrangeiros sobre a banca nacional, é claro que nesse contexto o PCP votará contra".

O PCP não aceita um maior domínio dos grupos económicos estrangeiros sobre a banca nacional

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O deputado do PCP vai mais longe e explica que, na visão do partido, nenhuma das situações é adequada ao interesse nacional. "Nem uma situação nem outra são adequadas ao interesse nacional. O PCP continua a afirmar que a única solução para a banca que encaixa no interesse nacional é a presença do Estado na banca, seja através do controlo acionista e de gestão, que permita introduzir regras que façam funcionar de acordo com o nosso interesse. A gestão da poupança dos portugueses está nas mãos destes grupos de acionistas, como Isabel dos Santos e CaixaBank, que usam esse dinheiro e riqueza, a nossa poupança, ao seu serviço", finalizou.

O PCP continua a defender a presença do Estado na banca

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