Polícia acompanhou retirada de contentores do Porto de Lisboa

A PSP esclarece que não foi chamada por ninguém. Está no local para garantir a segurança. Já saíram todos os camiões que estavam no terminal. O ambiente foi tenso, mas sem incidentes.

Os nove camiões que entraram, pela manhã, no terminal de contentores de Alcântara saíram carregados.

No momento em que entraram, um dos estivadores chegou a bater com um guarda-chuva num camião, mas a pronta intervenção da PSP evitou mais problemas.

O Corpo de Intervenção está no local para acompanhar a retirada dos contentores, retidos desde o início da greve dos estivadores, a 20 de abril. A meio da manhã, o Subcomissário Hugo Abreu, relações públicas da PSP, esclareceu que a polícia está no local apenas para garantir a segurança.

A PSP diz que não foi chamada por ninguém

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"Ninguém nos chamou. Tivemos acesso a informação de que ia haver uma manifestação, ou uma greve, aqui junto ao terminal. (...) Queremos garantir que a entrada de camiões decorre de forma normal, como se um dia normal no quotidiano dos trabalhadores".

António Mariano nega que tenha recebido uma proposta do governo

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Até às 12:00, saíram das instalações seis TIR's com carga e foram vaiados pelos trabalhadores em piquete de greve. Três continuam no interior. Os camiões saem por uma porta lateral, um local onde não existe contacto direto com os estivadores, separados por uma rede.

Pela manhã, o presidente do Sindicato dos Estivadores, António Mariano, disse à TSF no local que o anúncio de ontem do despedimento coletivo, junto com a presença das forças policiais, se trata de "terror psicológico".

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores, entrevistado pela jornalista Dora Pires.

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António Mariano acusa a empresa de estar há 35 dias em "lockout", uma prática ilegal que consiste no impedimento dos funcionários de acederem ao local de trabalho (conhecido como "greve dos patrões").

Caldas Simões fazia o ponto de situação à TSF esta segunda-feira.

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Depois, no Fórum TSF, o sindicalista disse mesmo que a polícia está ao serviço dos patrões para violarem o direito à greve e ameaçar os trabalhadores.

Questionado sobre se receberam do governo alguma proposta concreta, António Mariano negou. O presidente do Sindicato dos Estivadores disse que apresentaram uma contraproposta e que a resposta que tiveram foi o anúncio do despedimento coletivo.

Caldas Simões, dirigente da Associação dos Operadores do porto, admitiu na segunda-feira na TSF que a operação estaria iminente. O responsável dizia que "há centenas de pessoas que têm a sua carga aprisionada, retida de uma forma pouco lícita nos terminais". Caldas Simões adiantava que se tratam de 1700 a 2000 contentores cheios.

A greve dos estivadores começou a 20 de abril.

Ontem, a Associação dos Operadores do porto de Lisboa anunciou que vai avançar com um despedimento coletivo, sem no entanto especificar quantos estivadores vão ser demitidos.

Para quarta-feira está marcado um plenário do Sindicato dos Estivadores.

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