Horta Osório defende que Portugal tem de ser "mais ambicioso" no crescimento

O presidente do Lloyds Bank alerta ainda para o perigo da subida das taxas de juro e para os desafios demográficos.

António Horta Osório ressalva que Portugal tem "progredido bastante bem" e que Portugal está "na boa direção", mas lamenta que haja "alguma complacência em relação ao nível de crescimento português", disse o presidente do Lloyds Bank durante a conferência "Banca & Seguros: O Futuro do Dinheiro", organizada pela TSF, Dinheiro Vivo, Iberinform Crédito y Caución e Sage.

O presidente do banco Lloyds lembra que "a Irlanda vai crescer 4%, o dobro" de Portugal nos próximos 3 anos e, por isso, pede também mais ambição ao governo de António Costa.

"Não podemos, de maneira nenhuma, estar satisfeitos, com crescimento de 2% ao ano, não só porque isso é pouco, como isso é muito pouco em relação a economias que viveram problemas parecidos com o nosso, como isso é determinante para aumentar a qualidade de vida e o nível médio de rendimentos dos portugueses", avisou Horta Osório.

O gestor alerta ainda para a situação da dívida do país, apesar de estar a descer. Nos últimos 10 anos, a dívida total de Portugal aumentou quase 20%, para um total de 310%, e por isso Horta Osório alerta que uma subida futura das taxas de juro pode gerar desafios adicionais.

Horta Osório acredita que nos próximos 5 anos, as taxas de referência do BCE vão voltar aos 2%, o que, nas contas do gestor, significaria um aumento de 6 pontos percentuais da dívida total e de 2,5% da dívida pública.

O terceiro grande desafio para os próximos anos, segundo Horta Osório, é demográfico. Horta Osório defende que é preciso continuar a atrair imigrantes e que é fundamental aumentar taxa de natalidade, lamentando que não haja "nenhuma medida estratégica" neste capítulo.

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