Português quer comprar crédito malparado por 15 mil milhões de euros

A proposta surgiu por parte de António Esteves, antigo quadro de topo do gigante financeiro Goldman Sachs, que pretende limpar a banca portuguesa do crédito malparado.

António Esteves, representante de um consórcio internacional, fez uma oferta ao governo e o Banco de Portugal, de forma informal, há cerca de dois meses, ficando por definir o mecanismo de resolução do problema.

A jornalista Sara de Melo Rocha explica a proposta

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A notícia, que faz manchete no jornal Público esta quarta-feira, e que tinha já sido avançada pelo jornal online Eco em outubro, dá conta da proposta de um consórcio internacional, apoiado num grande banco de investimento.

A sociedade de advogados Vieira de Almeida e a Deloitte, em conjunto com António Esteves, apresentou proposta para "limpar o balanço dos bancos sem afetar os respetivos capitais", escreveu o Eco, acrescentando que o antigo partner do Goldman Sachs tem um papel essencial no contacto com os private equity internacionais.

O fundo TPG estará envolvido neste consórcio, mas não é o único, referiu o jornal online Eco.

Em entrevista ao jornal Público, o economista António Esteves disse querer limpar o sistema financeiro português de crédito malparado que está a sobrecarregar os balanços dos bancos portugueses impondo uma estrutura pesada e dispendiosa.

Os detalhes da proposta ficaram por revelar mas o economista português avançou que o objetivo é adquirir os ativos aos bancos ao valor do balanço de forma a evitar a obrigação do registo de perdas aquando da venda.

O Banco de Portugal disse à TSF que, tanto o governo como a instituição têm recebido "contributos e respostas" com vista "à redução dos impactos negativos sobre o sistema financeiro e a economia do peso excessivo dos ativos não produtivos no balanço dos bancos".

Estima-se que o crédito malparado português ronde os 30 mil milhões de euros, com 50% já provisionado, sendo que este cheque de 15 mil milhões pode vir resolver a outra metade.

A venda do Novo Banco e a valorização de instituições financeiras como o BCP e o Montepio são apontadas como possíveis aplicações do investimento, tal como a recuperação de parte do investimento do Estado na Caixa Geral de Depósitos.

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