Provedor da Santa Casa confirma negócio com Montepio

O investimento da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa pode chegar a cerca de 30 milhões de euros.

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) vai mesmo entrar no capital da Caixa Económica Montepio Geral. Em entrevista à TSF, Edmundo Martinho, provedor da SCML confirmou que a entidade "entrará numa dimensão que está em linha com aquilo que foi a própria decisão da Associação Mutualista que decidiu autorizar a direção da Associação Mutualista a alienar até 2% do seu capital, ou seja, estamos a falar de uma coisa de anda entre os 30 e os 40 milhões de euros e a Santa Casa seguramente entrará com uma parte desse valor".

A Santa Casa não entra sozinha nestes 2%, avançando com outras misericórdias e IPSS para alcançar o investimento necessário. O cheque da SCML pode chegar a cerca de 30 milhões de euros.

"Estamos a falar de uma percentagem que andará nos 3 ou 4% no máximo dos ativos da Santa Casa, o que significa dizer que é muito seguro do ponto de vista do investimento, que não põe em causa nenhum dos investimentos avultadíssimos que temos previstos para Lisboa", garantiu o provedor.

Os ativos da Santa Casa rondavam os 743 milhões de euros em 2016. Se o contributo da Misericórdia se ficar pelos 3% dos ativos, o investimento será de cerca de 22 milhões. Se for até aos 4%, chega quase a 30 milhões de euros.

São números que estão muito distantes dos 200 milhões inicialmente noticiados, um valor que o provedor desvalorizou. "Foram-se fazendo sucessivas afirmações sobre montantes. Falava-se de 200 milhões de euros, falava-se sei lá de quê. Nós fomos mantendo sempre aqui na Santa Casa um silêncio prudente sobre isto. E porquê? Porque é o tipo de intervenção que exige muita ponderação, muita prudência e muito estudo", detalhou.

Edmundo Martinho esclareceu que este negócio "não é apenas uma intervenção financeira", deixando claro que "se fica por uma percentagem muito baixa dos nossos ativos, que era a preocupação de muitas pessoas e compreensível".

Com a entrada da Santa Casa no capital do Montepio, Edmundo Martinho assume o cargo de administrador não-executivo, assim que receber luz verde do Banco de Portugal. Manuel Ferreira Teixeira, antigo secretário de estado da saúde avança também como não executivo. A estes junta-se António Tavares, provedor da Santa Casa da Misericórdia do Porto, que vai presidir a Assembleia-Geral.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de