"Retiraram a família Espírito Santo mas esqueceram-se dos amigos"

Presidente do Novo Banco considera que a capitalização inicial foi "claramente insuficiente" e sublinha que herdou ativos tóxicos que deviam ter ficado no banco mau.

"Separaram a family mas devia ter sido family and friends."

Foi em inglês que o presidente do Novo Banco (NB) reconheceu que o Novo Banco herdou ativos tóxicos do Banco Espírito Santo (BES) que deviam ter ficado no banco mau.

Escutado na comissão parlamentar de Orçamento e Finanças, o líder da instituição que sucedeu ao BES, António Ramalho lembrou que no momento da resolução do BES, "os ativos que foram escolhidos foram os de maior risco que foram Angola, Miami, Líbia e todo o grupo Espírito Santo, que pode ser identificado como família".

Mas a separação, sustenta o presidente do NB, não foi completa: "dentro do Novo Banco o que ouvi é que foi separado o family, esqueceram-se que se devia separar family and friends", afirmou perante os deputados. "Na prática", continuou, "havia um conjunto de outros ativos que tinham problemas significativos".

O Novo Banco apresentou um prejuízo superior a 1,4 mil milhões de euros em 2018, e pediu uma injeção de 1,15 mil milhões de euros ao Fundo de Resolução. A maior parte deste valor vai chegar através de empréstimo do Estado.

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