SFM: O paraíso dos Offshore online

A SFM anuncia-se como lider europeia das estruturas offshore. Promete serviços simples, rápidos e baratos.

Todas as operações da SFM podem ser feitas online, sem intermediários. Escritórios de advogados como a Mossack Fonseca deixam de ser necessários, o preço baixa e o recurso aos paraísos fiscais democratiza-se. Será?

Num negócio que atravessa o mundo e depende do anonimato, a internet é um recurso perfeito. Da abertura de contas offshore, a fundações no Panamá ou a cartões de débito anónimos, a SFM promete fazer quase tudo. O preço é apresentado como a principal arma, até porque é fácil perceber que também na internet a concorrência é feroz.

Vamos então ao preço: criar uma empresa offshore pode custar entre 790 euros nas Ilhas Seichelles ou 5000 euros na Suiça. Dentro destes valores, o cliente pode criar uma conta ou uma empresa offshore em 21 paraísos fiscais e ter assistência às operações ao longo de um ano.

O cliente só tem de fornecer dados pessoais - poucos - claro, o dinheiro. A SFM trata do resto: cria a empresa, fornece o diretor ou acionista (falsos) e garante que o verdadeiro proprietário desaparece.

Além do registo da empresa ou conta offshore há uma miríade de serviços extra. Desde escritórios virtuais a endereço, linha telefónica, carimbos, logótipo e até cartões-de-visita da empresa de fachada. Não há registo público, nem é preciso contabilidade.

A SFM começou como "startup" em 2006 e faz isto tudo com 30 colaboradores, 20 deles no escritório da Suiça, onde está sediada. A empresa garante ter 3 mil clientes em 80 países e apresenta uma lista de bancos com os quais trabalha onde se incluem, por exemplo, o Citibanc, o Barclays ou o HSBC. Importante também nos tempos que correm é a garantia de que os dados dos clientes estão encriptados, não podem ser acedidos nem impressos.

Dora Pires e o negócio dos offshore online

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A par das contas e empresas em paraísos fiscais, a SMF oferece um vasto leque de serviços extra que garante serem igualmente legais. Há de tudo, para todos os que têm algum ou muito dinheiro e ainda mais vontade de pagar menos ou nenhuns impostos.

Digamos que tem um iate, um bem de luxo taxado geralmente como tal. Com a SFM pode registar o barco nas Seycheles. Diz a empresa que, neste ramo, o arquipélago é dentro dos paraísos fiscais a mais paradisíaca das jurisdições.

O dono do iate mantém-se anónimo, não paga imposto, o registo é offshore e, vantagem das vantagens, como as Seichelles são membro da Commonwealth e das Nações Unidas, o dono do iate ainda fica com uma bandeira que lhe garante tratamento favorável em todo o mundo.

E que tal um cartão de débito... anónimo? A SFM diz que é ainda mais fácil. Basta pedi-lo pela internet, não é preciso nenhum documento e chega-lhe a casa por correio no prazo de 3 dias. Depois é só usar como se tivesse uma conta bancária. Mas não tem. O cartão é apenas associado a um número IBAN. Pode ser recarregado por transferência bancária ou por cartão de crédito. E pronto, permite levantar até 20 mil euros por mês e, mais importante, permite fazer compras em todo o mundo sem deixar rasto. Não tem qualquer nome associado.

Agora uma empresa offshore inativa. Não parece, mas pode ser um bom negócio. A SFM explica que dispõe delas em quantidade. Estão "pré-fabricadas" e permitem, por exemplo, dar uma imagem de longevidade comercial. É sempre útil no mundo dos negócios e em especial quando se entra num concurso.

O imposto sucessório é uma dor de cabeça global, em particular para quem recebe uma grande herança. A resposta da SFM chama-se Fundações Panamá. O dinheiro, ações, imobiliário, obras de arte, aviões; o que for, podem ser transferidos para uma fundação de direito privado no Panamá.

Dora Pires com os serviços "extra" oferecidos pela SFM

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A legislação panamiana não taxa estas transferências, não interfere no funcionamento das fundações, nem cobra impostos sobre as receitas. O fundador, como o conselho de curadores podem ser nomes de fachada. É o modelo ideal, diz a SMF, para proteger os seus ativos e fazer a gestão do testamento contornado a legislação do seu país de origem.

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