Transferência do BPN para CGD não reduzirá dividendos

O ministro das Finanças garantiu, esta quarta-feira, que a nacionalização do Banco Português de Negócios (BPN) e a sua gestão pela Caixa Geral de Depósitos (CGD) não irão restringir os dividendos distribuídos pela Caixa em 2009.

«A operação não terá efeitos sobre o dividendo que o Estado irá receber no próximo ano da CGD», disse o ministro, respondendo a uma pergunta sobre o impacto em dividendos da transferência do BPN para a tutela da CGD, feita pelo deputado comunista Bernardino Soares.

No debate na Comissão de Orçamento e Finanças, na terça-feira, Bernardino Soares já tinha perguntado ao ministro se os 441 milhões de euros que estavam previstos em dividendos da CGD seriam afectados por causa do BPN.

Nessa altura, o ministro negou que esse valor estivesse orçamentado, não indo mais além em explicações.

No debate parlamentar de hoje sobre a proposta de lei de nacionalização do BPN e da proposta de lei de recapitalização do sistema financeiro (com um pacote de ajudas de quatro mil milhões de euros), Teixeira dos Santos afirmou que «os problemas de liquidez do BPN se começaram a fazer sentir em Outubro».

«De Agosto a Outubro, a situação do banco [do ponto de vista da liquidez] era Normal», garantiu o governante, referindo que só a 08 de Outubro o BPN «necessitou de um empréstimo da CGD para fazer face a problemas de liquidez».

«Em Agosto, os saldos de financiamento eram positivos; no final de Outubro eram negativos em mais de 800 milhões de euros», acrescentou Teixeira dos Santos.

O ministro das Finanças voltou ainda a recusar responder à pergunta dos partidos da esquerda parlamentar sobre um eventual depósito de 500 milhões de euros que a Segurança Social terá feito em Agosto no BPN.

«Não tenho nada que o confirme», disse apenas Teixeira dos Santos.

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