Um ano depois, Carlos Tavares ainda não sabe quem o vai substituir na CMVM

Mandato terminou a 15 de setembro de 2015, mas o presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) continua em funções. Substituição "caberá ao Governo", afirma, mas não tem novidades.

O mandato de Carlos Tavares terminou oficialmente a 15 de setembro de 2015 mas, um ano depois, o responsável pela entidade reguladora ainda não foi substituído.

"Caberá, naturalmente, ao Governo decidir quando fará a substituição", afirmou Carlos Tavares aos jornalistas, à margem do XII Congresso dos Revisores Oficiais de Contas, onde admitiu não ter nenhuma indicação do governo para a sua substituição: "Não tenho, de momento".

As declarações de Carlos Tavares, o (ainda) presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários

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Terminado o segundo mandato, depois de dez anos à frente da CMVM, o presidente da Comissão já deveria ter sido substituído no cargo. As explicações sobre a demora são, até agora, desconhecidas, mas Carlos Tavares garante que tal não impede o regular funcionamento da instituição.

"Em qualquer cargo, independentemente dos mandatos, eu estou sempre preparado par sair no dia seguinte e trabalho como quem esteja para muitos anos. Portanto, este Conselho [de Administração] tem desenvolvido a sua atividade com toda a normalidade", sublinhou.

Sobre o prolongar do mandato, Carlos Tavares insiste que não traz qualquer dificuldade à atual administração da comissão: "Não tem qualquer limitação de poderes".

Apesar de ter terminado o mandato, Carlos Tavares - que esteve durante dois mandatos de cinco anos à frente do regulador do mercado de capitais - continua em funções até ser nomeado um novo Conselho de Administração pelo governo de António Costa.

Além do responsável pela CMVM, também os administradores Carlos Alves e Maria dos Anjos Capote terminaram os mandatos em setembro do ano passado e não podem ser reconduzidos à frente da instituição.

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