Vieira da Silva diz que Segurança Social não tem aplicações em paraísos fiscais

O ministro do Trabalho e Segurança Social esclarece que as regras dos fundos são "exigentes" e que o que existe é uma "participação num fundo" que poderá ter sede na Jordânia.

"Não é nenhuma aplicação que os fundos da Segurança Social tenham feito em qualquer espécie de 'offshore', é uma participação num fundo britânico que conjuga as ações de um conjunto variado de empresas, no valor de 160 mil euros", esclareceu o ministro Vieira da Silva.

Vieira da Silva afirma que não houve qualquer aplicação de fundos da Segurança Social em "offshores"

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Falando à margem do Encontro Anual de Empresas Familiares, e confrontado com a notícia de que a Segurança Social tinha sido - à semelhança do IGCP e da CP - uma das entidades públicas a utilizar paraísos fiscais, o ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, sublinhou ainda que desde 2008 que as regras para os fundos da Segurança Social são "muito exigentes" do ponto de vista das aplicações que fazem no mercado financeiro.

"Não é uma aplicação direta, é uma aplicação num fundo de uma empresa que, segundo algumas leituras tem sede no Reino Unido, noutras leituras, tem sede na Jordânia. Não considero que tenha havido nenhuma opção, nem sei se isto está ligado aos Panama Papers, sinceramente", acrescentou.

Vieira da Silva salienta ainda o facto de a participação no fundo ter uma dimensão que "não tem qualquer comparação" com outros tipos de aplicações, muito maiores. Ainda assim, garante, o Governo irá manter "toda a vigilância".

Vieira da Silva diz que o ministério está vigilante em relação a esta matéria

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"Eu compreendo que este é um tema muito apelativo, agora, desta situação concreta, chegar à conclusão que existe aplicação dos fundos da Segurança Social em 'offshores' julgo que há uma distância que é tremenda", afirmou ainda o ministro.

Viera da Silva acrescenta que a Segurança Social gere fundos "próximos dos 14 mil milhões de euros" e que desde 2008 que existe um "caderno de encargos muito exigente" sobre a origem e a sede "dessas empresas".

"Considero que, com os dados que tenho, que não houve incúria ou falta de atenção por parte dos responsáveis do fundo", concluiu, depois de sublinhar também que o "risco" de haver "qualquer interação" nas aplicações num fundo "prestigiado e reconhecido na Bolsa de Londres" é algo que "nem sempre é fácil".

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