Vítor Gaspar considera "inaceitável" fuga dos mais ricos aos impostos

O antigo ministro das Finanças de Portugal Vítor Gaspar quarta-feira que a evasão fiscal revelada pelos "Documentos do Panamá" é "simplesmente inaceitável".

Num momento em que "o planeta atravessa um período de dificuldades económicas", Vítor Gaspar, defende que as revelações subjacentes ao escândalo dos "Documentos do Panamá" são dificeis de aceitar pela opinião pública.

O diretor do Departamento de Assuntos Fiscais do Fundo Monetário Internacional (FMI) disse que "numa altura em que as perspetivas económicas não são brilhantes e as populações devem contribuir mais para as finanças públicas é simplesmente inaceitável ter a impressão de que os ricos não pagam a justa contribuição para aquele esforço".

A questão da evasão fiscal "afeta todos", reconheceu Vítor Gaspar, durante uma conferência de imprensa no âmbito das reuniões da primavera do FMI e do Banco Mundial, em Washington.

Para Vítor Gaspar, a luta pela transferência financeira tem experimentado "progressos consideráveis", mas ainda precisa melhorar, em particular através do reforço de troca de informações fiscais entre os países para melhor identificar o abuso.

O FMI, acrescentou Vítor Gaspar, está pronto para ajudar os seus membros no desenvolvimento de "sistemas necessários" de recolha de informação para que "cada contribuinte possa ter a certeza de que todos pagam a sua justa parte".

O escândalo dos "Documentos do Panamá" revelou um vasto sistema de evasão fiscal que tem suscitado uma onde choque mundial e causou a abertura de várias investigações e a demissão do primeiro-ministro da Islândia.

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