Alegre classifica de salazarentos ataques a Maria de Belém

Em defesa de Maria de Belém, o histórico socialista criticou o candidato Sampaio da Nóvoa, por este ter defendido o fim das subvenções vitalícias para ex-titulares de cargos públicos.

Repórter Miguel Midões registou as palavras de Manuel Alegre

00:0000:00

O apoiante de Maria de Belém considera que "alguns dos ataques que aí foram feitos cheiram a salazarismo, são salazarentos, são uma herança muito má de um passado contra o parlamento e contra a democracia", lembrando que quando era jovem "na escola e no liceu dizia-se que o mal do país era a política, os políticos e o parlamento".

Numa intervenção num almoço da candidatura Maria de Belém Roseira na cervejaria Trindade, em Lisboa, depois de se ter referido aos comentários dos outros candidatos sobre as subvenções e Maria de Belém como algo que lembra o salazarismo e tempos da ditadura, lançou-se a Sampaio da Nóvoa dizendo que "ele dirá que tira as pensões a esses ex-presidentes da república, ofender o general Ramalho Eanes, Mário Soares e Jorge Sampaio, ofendendo também o presidente que está em fim de funções e que tem direito a essas subvenções".

O histórico socialista acrescenta que as subvenções dos presidentes da República não são um privilégio, alegando que é preciso distinguir "o que são privilégios e o que são direitos". Essas coisas fazem parte do estatuto presidencial, da função presidencial e é extraordinário que um candidato a presidente da República venha dizer que acaba com isso", comenta.

Manuel Alegre afirma ainda que o presidente da República não tem esse poder e depois é uma ofensa para quem representa a pátria e todos os portugueses.

Maria de Belém corrobora e acrescenta: defenderá sempre o estatuto do presidente da República: "um ex-presidente da Republica tem um estatuto, representa a pátria, representa Portugal, e um ex-presidente da República pode ser sempre chamado a defender e a representar o seu país. Tem um estatuto próprio, por isso digo aqui com toda a clareza que defenderei sempre o estatuto próprio do presidente da República".

A candidata lembrou ainda que não vai rasgar a constituição e e vai defendê-la sempre e em qualquer circunstancia, acrescentando às suas ideias que "podem ser muitos os ataques, mas sei por onde vou, e sei que não vou por aí". Maria de Belém arremessa que os seus opositores têm feito "avaliações distorcedoras" do seu caráter e de tudo o que fez, tendo terminado o discurso com um apelo ao voto e uma ida às urnas no próximo dia 24, lembrando que o direito de voto "custou muito a conquistar".

Outras Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de