"Se calhar" foi um erro o PCP ter apresentado um candidato próprio

Carlos Brito, antigo dirigente do PCP, considera que os votos do eleitorado comunista foram transferidos para Sampaio da Nóvoa e que, "se calhar", a apresentação de uma candidatura própria foi um erro.

O antigo dirigente, e durante muitos anos líder parlamentar do PCP, pensa que o acordo celebrado com o PS não está a minar os resultados eleitorais dos comunistas e julga que a imagem de Jerónimo de Sousa até sai reforçada.

Carlos Brito explica que o eleitorado comunista se sentiu atraído pela candidatura de Sampaio da Nóvoa

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Carlos Brito até admite que alguns votos do eleitorado comunista possam ter ido para Marisa Matias ou mesmo para Marcelo Rebelo de Sousa, mas, nestas eleições, houve uma "atração" dos comunistas pela candidatura de Sampaio da Nóvoa.

"Quando essa candidatura foi apresentada, houve manifestações de simpatia por parte do PCP", explica. "Até porque Sampaio da Nóvoa tinha participado em diversas iniciativas do partido, incluindo no Congresso sobre Álvaro Cunhal". Por esse motivo, Carlos Brito considera que quando o PCP apresentou a candidatura de Edgar Silva, os eleitores comunistas já estavam divididos e, se o objetivo era forçar uma segunda volta das eleições presidenciais, os militantes e simpatizantes comunistas pensaram que "estavam na boa linha e não em rebelião contra o partido".

Nesse sentido, Carlos Brito considera que "se calhar" foi um erro o PCP ter apresentado um candidato próprio, "mas isso é o que deve ser hoje analisado e explicado no Comité Central e, se for caso disso, haver auto crítica", avança.

O antigo líder parlamentar do PCP, que saiu em rutura com o partido, continua a considerar que não é o acordo celebrado com o PS que está a minar e a retirar votos ao Partido Comunista. Carlos Brito pensa mesmo que a liderança de Jerónimo de Sousa sai reforçada por mostrar abertura a novos entendimentos e julga que apesar dos resultados negativos das duas últimas eleições, a base eleitoral e social dos comunistas se mantém sólida.

Quanto à frase de Jerónimo na noite eleitoral de que o PCP "não quis ter uma candidata engraçadinha", considera-a "infeliz", mas desculpa o secretário-geral do PCP dizendo que ela foi dita num ambiente "de muita deceção quanto aos resultados eleitorais".

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