"Estivemos sem demagogia e populismo" diz Maria de Belém

A sede de campanha de Maria de Belém, no Saldanha, em Lisboa, tardou a encher-se, mas encheu para assistir à derrota acentuada da candidata, que tudo indica ficará em quarto lugar, atrás de Marisa Matias do BE.

Na primeira fila no apoio à candidata esteve João Soares, atual ministro da Cultura, tendo sido aliás o primeiro a reagir aos resultados eleitorais, dizendo que era preciso reconhecer a derrota.

Minutos depois de conhecidas as primeiras projeções descia à sala Vera Jardim, porta-voz nacional da candidatura precisamente para sublinhar apoio da máquina partidária do PS à candidatura de Sampaio da Nóvoa. "Apoio oficioso do PS à candidatura de Nóvoa, ao arrepio da posição assumida pelo partido", disse.

O único momento em que a sala se empolgou foi quando apareceu a candidata, que foi recebida com uma salva de palmas. Num discurso breve, de pouco mais de dois minutos, Maria de Belém comentou a "forte e progressiva abstenção", que enfraquece a democracia. A meio do discurso, Maria de Belém assumiu a derrota eleitoral dizendo que procurou contribuir para o debate político, acrescentando que durante a campanha esteve sempre "sem demagogia e populismo" à altura das suas responsabilidades.

Depois das declarações de Maria de Belém, a sala despiu-se rapidamente. A candidata deixou a sala sem qualquer comentário ou resposta aos jornalistas e fez o mesmo quando saiu da sede pelas 21h45.

A "conspiração" marcou a candidatura. Primeiro a própria Belém disse ser vítima de assassinato político. Seguiram-se Alberto Martins, Manuel Alegre e até Marçal Grilo com o mesmo tom de argumento.

Cabeças baixas, poucos sorrisos e poucas respostas, sobretudo em relação ao dano que os resultados e a candidatura podem provocar no seio do PS, na saída da sede de Maria de Belém. ?

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