Eleições

Maria de Belém em defesa do SNS

Maria de Belém defendeu o Serviço Nacional de Saúde (SNS) numa visita ao Hospital de Portimão.

A candidata reconhece que as estruturas de saúde são fundamentais para o país e afirma que não se deve estragar o que está ao nível dos melhores da Europa.

PUB

No Algarve não existem várias especialidades essenciais. Os casos de saúde mais graves têm de ser estabilizados e reencaminhados para outras unidades de saúde, mas os hospitais mais pequenos representam um papel fundamental na estabilização do doente.

Enquanto presidente da República, Maria de Belém mostra-se disponível para, com o governo, defender o SNS. A intervenção direta na saúde é do governo, diz a candidata, mas há trabalho para a presidência da república. "O exercício do direito à proteção da saúde é um direito fundamental, como tal consagrado na constituição. Há consenso na sociedade portuguesa de que o SNS é fundamental. É a instituição mais estimada pelos portugueses porque existe direito à igualdade de todas as pessoas".

Em defesa do Serviço nacional de Saúde, Maria de Belém acrescenta que "em todas as comparações europeias, esta é uma área que nos permite estar ao nível dos melhores países do mundo". E, assim sendo, "não se pode estragar uma coisa que é absolutamente fundamental".

Por isso promete acompanhar a Saúde enquanto presidente da República. Em concreto sobre o Hospital de Portimão, Maria de Belém diz que deve haver recursos próprios no hospital para um socorro básico, por forma a estabilizar doentes mais urgentes antes da transferência para outros hospitais.

Mas, a candidata deixa a gestão para o governo e para o ministério da Saúde, e prefere olhar para o assunto de uma perspetiva mais global encarando a saúde também como um pilar essencial para o setor do turismo em regiões como o Algarve, que acolhem milhares de turistas por ano.

Maria de Belém foi recebida em Portimão no Hospital do Barlavento Algarvio por Pedro Nunes, presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar do Algarve. Um presidente do conselho de administração e uma candidata que, no final dos anos 90, eram um vogal da Ordem dos Médicos e ministra da Saúde.

Por isso, houve troca de sorrisos e confirmação de divergências entre Ordem e Ministério. Disse Pedro Nunes que a razão se prende com o facto de Maria de Belém ter sido uma ministra "com grande intervenção no país". Não quis comentar Maria de Belém enquanto candidata e saiu em defesa do investimento feito na saúde no Algarve. Nos últimos dois anos o CHA pagou uma dívida de 200 milhões de euros e o presidente do conselho de administração garante que "houve investimento".

Conversa cortada pela candidata para iniciar visita às enfermarias do hospital, a fim de recuperar o atraso que traz desde o arranque do segundo dia de campanha, que começou no Centro de Apoio a Idosos da Misericórdia de Portimão.