"O português que nunca dorme": A vitória de Marcelo pela imprensa internacional

O título é do espanhol "El Mundo". "Moderado", "conservador" ou "político veterano" são outras formas de identificar o novo Presidente da República portuguesa nos jornais internacionais.

"Marcelo Rebelo de Sousa, o português que nunca dorme" é o título do artigo do El Mundo que traça uma breve biografia do novo Presidente da República. O jornal espanhol destaca a veia mediática de Marcelo e lembra os comentários do professor na televisão, aos domingos à noite, com as extensas recomendações literárias. Conta o El Mundo que muitos se questionavam se ele conseguia mesmo ler todos os livros que aconselhava; Marcelo respondeu que dormia pouco.

Também em Espanha, o El País noticia a vitória do "moderado Rebelo de Sousa". Diz o diário espanhol que "o professor-comunicador obteve 52% dos votos, com os quais não necessita de uma segunda volta".

Já em terras de Sua Majestade, a BBC dá a notícia do vencedor das eleições em Portugal com o título "O centro-direita Sousa ganha as eleições Presidenciais em Portugal". O canal televisivo britânico apresenta Marcelo Rebelo de Sousa como "o político veterano de centro-direita e comentador televisivo" e destaca que, por cá, "o cargo de presidente é principalmente cerimonial, mas o chefe de Estado pode dissolver o parlamento. Uma coligação instável de esquerda governa atualmente Portugal".

O Guardian fala do "candidato de centro-direita" que venceu as eleições, lembrando que o seu rival mais próximo teve menos de metade" dos seus votos. O jornal diz também que "Rebelo de Sousa é um moderado assumido que diz que não vai abalar o barco".

Em França, o Le Monde e o Le Figaro coincidem: "o conservador Marcelo Rebelo de Sousa eleito Presidente à primeira volta". Os jornais destacam a distância face ao "independente de esquerda" Sampaio da Nóvoa e ainda dão nota da "surpresa" destas eleições - Marisa Matias.

O Financial Times e o Wall Street Journal (WSJ) também não passaram ao lado da vitória do "popular comentador de televisão". O WSJ lembra que, apesar de o cargo ser essencialmente cerimonial, "pode ser a chave para manter a estabilidade política num país com um novo governo frágil".

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