Sampaio da Nóvoa: "A partir de hoje Marcelo Rebelo de Sousa é o meu presidente"

Na hora da derrota, o antigo reitor apelou à "união contra fraturas e clivagens" e assumiu a "responsabilidade" do resultado. Sobre a falta de apoio oficial do PS, Nóvoa diz não ter "nenhum lamento".

"O caminho que fizemos em conjunto termina aqui, neste preciso momento", disse Sampaio da Nóvoa durante o discurso que começou cerca de 15 minutos antes das 22 horas e no qual, depois de alguma expectativa inicial por parte dos apoiantes, o candidato presidencial assumiu a derrota.

Nas palavras de Sampaio da Nóvoa, várias vezes um "obrigado" a todos os que o foram apoiando ao longo da candidatura e da campanha eleitoral, e, sobretudo, uma mensagem: "Que mantenham a vossa presença cívica".

Apesar da derrota, que assumiu ser da sua "inteira responsabilidade", o antigo reitor da Universidade de Lisboa fez questão de sublinhar, perante as várias dezenas de apoiantes que marcaram presença, que a candidatura, que sempre se afirmou de um "presidente cidadão" e "independente dos partidos", termina com a noite eleitoral deste domingo, mas que a "participação cívica" deve continuar, tal como Sampaio da Nóvoa garante prosseguir com a "intervenção cívica"

"Pela primeira vez na história da nossa democracia, uma candidatura independente ultrapassou os 20 por cento - um milhão de votos - dando um sinal forte de maturidade da nossa democracia", sublinhou Sampaio da Nóvoa, para depois referir que "em democracia as eleições perdem-se e ganham-se por um voto".

Durante o discurso, em que foi constantemente ovacionado - e interrompido - pelos apoiantes, o candidato deixou ainda claro: "A partir de hoje, Marcelo Rebelo de Sousa é o meu presidente e o de todos os portugueses".

Uma declaração justificada com a necessidade de contribuir para uma "união em torno do novo presidente da República", que garantiu ser "sem hesitações, sem reticências e com uma profunda convicção democrática" e no sentido de convocar uma "união contra fraturas e clivagens".

António Costa e o Partido Socialista

Durante a noite eleitoral foram várias as figuras socialistas que marcaram presença: Gabriela Canavilhas, Ana Gomes, Vítor Ramalho, Elza Pais, Edite Estrela ou Inês de Medeiros, foram algumas das figuras ligadas ao PS que ouviram Sampaio da Nóvoa dizer não ter "nenhum lamento" sobre a falta de apoio oficial por parte do Partido Socialista.

"Uma candidatura como a minha, como eu vim, sem pedir autorização a ninguém e apresentando-me livremente, não tem o direito de intervir na vida dos partidos", afirmou Sampaio da Nóvoa, depois de questionado sobre se o PS devia encontrar neste resultado eleitoral uma derrota para os socialistas.

Por entre palmas, o antigo reitor da Universidade Lisboa, que volta agora "à vida de sempre", reafirmou: "Esta é uma candidatura que não esperou por ninguém nem de nenhum apoio", mas, enquanto Sampaio da Nóvoa discursava, uma outra voz, a de Maria Antónia Palla, mãe do primeiro-ministro, lamentava a falta de apoio por parte do PS.

Questionado pelos jornalistas, Sampaio da Nóvoa vincou: "Em relação a António Costa, não tenho o mínimo de reparo a fazer. É uma das pessoas que teve um comportamento exemplar comigo", adiantando ter falado com o primeiro-ministro depois de conhecidos os resultados.

Sobre o resultado de Maria de Belém, o candidato escusou fazer comentários alongados, referindo apenas: "Isto é tão duro e tão difícil, por muitas razões, que eu não tenho o direito de estar a fazer críticas ou análises sobre os outros".

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