Educação, ambiente e modernização administrativa são apostas ganhas na região do Tâmega e Sousa

O setor público absorveu a maior fatia dos fundos comunitários geridos pela Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa e permitiram à região dar um salto em vários domínios

60 milhões de euros, 160 projetos. São estes os números do investimento realizado no setor público através do Pacto para o Desenvolvimento e Coesão Territorial do Tâmega e Sousa, um envelope financeiro de 78 milhões de euros de fundos comunitários investidos em mais de 400 projetos públicos, empresariais e sociais. Telmo Pinto, Primeiro-Secretário da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Tâmega e Sousa explica que estes apoios comunitários foram distribuídos de forma transversal.

"Apoiamos alguns projetos na área do ambiente e florestas, nomeadamente com a criação da rede de defesa da floresta contra incêndios, que é estratégica no âmbito das medidas de prevenção. Também no âmbito do programa de adaptação às alterações climáticas, a CIM desenvolveu um trabalho importante num estudo estratégico que vai servir de guião para o próximo quadro comunitário. Identifica as consequências das alterações climáticas no nosso território e o que é que nós devemos fazer para mitigar esse impacto".

O setor da educação absorveu boa parte dos fundos europeus, que foram aplicados em todos os municípios da CIM Tâmega e Sousa: Amarante, Baião, Castelo de Paiva, Celorico de Basto, Cinfães, Felgueiras, Lousada, Marco de Canaveses, Paços de Ferreira, Penafiel e Resende. O dinheiro serviu para construir, remodelar e reabilitar escolas, mas é o plano de combate ao insucesso escolar que Telmo Pinto salienta, devido aos resultados muitos positivos.

"Criámos as salas educativas do futuro em muitas escolas, num investimento de cerca de um milhão de euros, apostámos na filosofia, na escrita criativa, no teatro, em apoio psicológico, orientação vocacional, cidadania. E nos últimos cinco anos, no ensino secundário, a taxa de abandono escolar desceu de 12,3% para 5,2%".

Uma administração local mais moderna e eficaz foi outro resultado alcançado. "Os municípios, hoje, estão preparados e obtiveram grandes avanços no âmbito da digitalização dos processos. Os municípios têm ferramentas internas e de ligação aos munícipes sobre os serviços que prestam mais ágeis e de fácil perceção e utilização ".

A aposta na eficiência energética - em edifícios e iluminação - completa o quadro de investimentos no setor público. A Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa diz que os projetos apoiados permitiram resultados bastante significativos na redução das emissões de CO2 - cerca de 3500 toneladas de carbono - e na poupança com energia - aproximadamente 22 milhões de kWh/ano.

A divulgação do Pacto para o Desenvolvimento e Coesão Territorial do Tâmega e Sousa insere-se na Operação "A Europa e as Regiões: comunicar o PDCT do Tâmega e Sousa", promovida pela CIM do Tâmega e Sousa, e cofinanciada pelo POAT 2020, Portugal 2020 e União Europeia, através do FEDER - Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.

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